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BCP é o banco preferido do BPI para a Península Ibérica em 2005

Os especialistas do BPI recomendam uma exposição de «neutral» a «overweigth» para a banca da Península Ibérica em 2005, considerando que a forte concorrência e as baixas taxas de juro vão continuar a exercer pressões no próximo ano. O BCP é o preferido.

Susana Domingos sdomingos@negocios.pt 20 de Dezembro de 2004 às 07:50
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Os especialistas do BPI recomendam uma exposição de «neutral» a «overweigth» para a banca da Península Ibérica em 2005, considerando que a forte concorrência e as baixas taxas de juro vão continuar a exercer pressões no próximo ano. O BCP é o preferido.

Entre os oito bancos analisados a preferência recai sobre o Millennium bcp, por acreditarem que a instituição financeira liderada por Jorge Jardim Gonçalves vai apresentar uma melhoria mais pronunciada no crescimento das receitas que as suas rivais, manter os custos sob controlo (abaixo da inflação), reduzir gradualmente a carga das provisões e receber um maior contributo da actividade desenvolvida fora das fronteiras nacionais, em particular, da Polónia.

Perante estas expectativas e a desvalorização sofrida pelas acções nas últimas semanas, o BPI reviu em alta a recomendação do BCP para «comprar», lançando um preço-alvo para o final de 2005 de 2,15, o que representa um potencial de valorização de 9,63% face ao actual preço de 1,87 euros.

Na opinião dos especialistas, o maior banco privado português termina 2004, com o problema das restrições de capital já ultrapassado pelos investidores, estando agora as atenções voltadas para a qualidade dos activos. Os analistas consideram que «o desempenho do BCP vai estar muito sensível à economia portuguesa».

Quanto ao Banco Espírito Santo, o estudo refere que, «embora existam outros bancos ibéricos cujas acções estão mais atractivas», a subida de 7% no preço-alvo justifica uma subida da recomendação de «reduzir» para «manter», o que espelha a expectativa em torno de uma melhoria dos resultados face aos últimos números apresentados (e que tinha originado cortes de recomendação).

No mercado espanhol, a preferência do BPI vai para o Santander, ultrapassando o preferido de 2004, o BBVA. Os analistas subiram o preço-alvo de ambos (ver tabela), com base numa avaliação dos múltiplos, em particular do PER («price-earnings ratio»), e do aumento dos ganhos de capital. No entanto, a preferência recai sobre o Santander, uma vez que o rival já apreciou cerca de 19% em 2004.

Desafios para a banca ibérica

Os maiores desafios para a banca portuguesa durante o próximo ano são as incertezas não só económicas como políticas, enquanto em Espanha, a elevada concorrência no sector é o factor de maior relevância para 2005, segundo o estudo do BPI.

E, de um modo global, as baixas taxas de juro e o ambiente de forte concorrência deverão continuar a ser factores de pressão para as margens do sector.

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