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BCP ganha 11% em duas sessões e aproxima-se dos 24 cêntimos

O banco português continua a sua escalada e encontra-se em níveis de Julho de 2011. O banco voltou a animar a Bolsa de Lisboa, com a banca a somar terreno, à excepção do BES.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 11 de Março de 2014 às 17:17
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O Banco Comercial Português (BCP) somou mais de 5% pela segunda sessão consecutiva. O alívio sobre o mercado de dívida português tem animado o sector financeiro e o banco sob comando de Nuno Amado é o que mais tem beneficiado.

 

As acções da instituição financeira fecharam nos 23,45 cêntimos na sessão desta terça-feira, o que representa um avanço de 5,30% face ao fecho do dia anterior. Nas duas sessões desta semana, o ganho é de 11,2%.

 

Durante a sessão, os títulos chegaram a negociar nos 23,73 cêntimos, a cotação mais elevada desde Julho de 2011. Para este preço contribuiu o ganho do BCP desde o início do ano, que se fixa em 41%, depois de o ano passado ter também acumulado uma forte valorização. O BCP espera voltar aos lucros no segundo semestre deste ano e anunciou, em Fevereiro, estar a registar uma procura relevante pelas operações na Roménia.

 

“As notícias sobre Portugal e sobre o sector bancário têm sido bastante favoráveis e têm conduzido ao bom desempenho da acção. Hoje, a notícia de que a banca está a reduzir a dependência face ao BCE e a revisão em alta do PIB português estão a ser bem percepcionadas pelos investidores e a levar a novo impulso no activo”, comenta a gestora da XTB Portugal, Carla Santos, num e-mail enviado às redacções.

 

A gestora da XTB Portugal referia-se aos dados do Banco de Portugal que indicam que a dependência da banca portuguesa está em mínimos de dois anos e ao facto de o Instituto Nacional de Estatística ter revisto em alta o crescimento da economia portuguesa nos últimos três meses do ano passado.

 

Sendo o título mais volátil, o BCP tende a reagir fortemente a notícias tanto positivas como negativas. Nesta altura, as taxas de juro portuguesas continuam a cair, reduzindo o prémio de risco face à dívida alemã, o que contribui para animar praticamente toda a banca. Aliás, a banca, mais precisamente o BCP, foi o responsável pelo ganho de quase 1% do índice da bolsa nacional.

 

O Banco BPI somou 1,32% para os 1,77 euros, acumulando um ganho de 2,7% nos últimos dois dias da semana. As acções estão ao nível mais elevado desde Abril de 2010. O Banif, num dia em que trocaram de mãos mais de 1.000 milhões de acções, subiu 3,36% para os 1,23 cêntimos. O ESFG avançou 0,45% para 4,928 euros.

 

Em contraciclo transaccionou o Banco Espírito Santo, com uma quebra de 0,28% para 1,442 euros, depois de ganhar ontem mais de 2%. O BES seguiu o comportamento europeu, já que o índice geral recuou 0,12%.

 

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