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BES Investimento analisa aquisições na África do Sul, Londres e Hong Kong

O BES Investimento está a analisar possíveis aquisições de um banco na África do Sul, de uma corretora em Londres e de activos em Hong Kong, disse o presidente do braço de investimento do Banco Espírito Santo, José Maria Ricciardi.

Miguel Prado miguelprado@negocios.pt 13 de Janeiro de 2010 às 09:53
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O BES Investimento está a analisar possíveis aquisições de um banco na África do Sul, de uma corretora em Londres e de activos em Hong Kong, disse o presidente do braço de investimento do Banco Espírito Santo, José Maria Ricciardi, numa entrevista à publicação "Mergermarket", citada num "research" do BPI.

Segundo a mesma fonte, o BES Investimento está a estudar a possibilidade de adquirir uma participação maioritária num banco e numa corretora da África do Sul, mas ainda não iniciou quaisquer negociações. Em análise está também a compra de uma corretora com actividade na banca de investimento em Londres, bem como uma potencial aquisição, mas numa fase posterior, em Hong Kong.

De acordo com a “Mergermarket”, citada no "Iberian Daily" do BPI, José Maria Ricciardi indicou que o BES poderá vender uma parte da nova “holding” Avistar (que agrega as participações na PT, EDP e Bradesco) através de uma oferta pública de acções ou de uma colocação privada.

O BPI avalia com um impacto "neutral" para as acções do BES as intenções de expansão manifestadas na entrevista, recordando que um responsável do BES Angola já havia admitido a possibilidade de a subsidiária angolana actuar como plataforma para investimentos na África do Sul, Namíbia e Moçambique.

Quanto a uma eventual venda de parte da Avistar, os analistas do BPI lembram que as participações minoritárias "não serão elegíveis para os rácios Tier 1 e de capital de base, o que poderá reduzir a atractividade da operação e conduzir a gestão do BES a reanalisar a decisão".

Ainda assim, o BPI assinala que "o BES combina a melhor qualidade de activos entre os bancos ibéricos com os mais elevados níveis de cobertura, está exposto a economias de elevado crescimento, como Brasil e Angola, e tem um dos mais altos rácios de capital [na amostra ibérica do BPI]".

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