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BESI: BCP poderá ser obrigado a vender unidade polaca se créditos fiscais não avançarem

BESI acredita que Governo acabará por aprovar legislação para converter impostos diferidos em créditos fiscais. BCP é o banco mais afectado pela alteração.

Bruno Simão/Negócios
Patrícia Abreu pabreu@negocios.pt 24 de Janeiro de 2014 às 11:25
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Depois da agência Lusa ter avançado no início da semana que o Governo não estaria disponível para aliviar a factura fiscal da banca, o Diário Económico diz esta sexta-feira que o Executivo deverá avançar com a lei, para reforçar o capital do sector em 2,5 mil milhões de euros. O BESI acredita que a lei deverá ser aprovada e alerta que BCP poderá ser obrigado a desfazer-se da sua unidade polaca, caso estas alterações não avancem.

 

“A nossa convicção é que a legislação sobre impostos diferidos seja aprovada em Portugal, com condições semelhantes a Espanha e Itália, na medida em que de outro modo iria criar uma desvantagem comparativa para os bancos portugueses”, defende o BESI.

 

O banco de investimento reconhece porém que o Governo pode optar por não tomar qualquer decisão nesta matéria a curto prazo, ainda que no final acredite que o Governo ceda e aprove a conversão em créditos fiscais.

 

O Diário Económico avança na sua edição de hoje que o Governo está a preparar um decreto-lei que aprove a conversão dos impostos diferidos em créditos fiscais para os bancos, em condições semelhantes ao recente plano aprovado em Espanha. Caso avance esta medida, o capital dos três maiores bancos cotados portugueses será reforçado em 2,5 mil milhões de euros.

 

BCP dependente da legislação

O BCP é o banco mais afectado pela regulação, na medida em que o impacto seria de 270 pontos base no seu rácio core capital, o que daria maior visibilidade à sua capacidade para reembolsar os três mil milhões de euros que recebeu do Estado através de obrigações de capital contingente (CoCo’s), consideram os analistas.

 

“Nas nossas projecções assumimos que o BCP será capaz de trocar em capital 80% dos seus 1,6 mil milhões de euros em impostos diferidos", diz a mesma nota.

 

Já num cenário em que o Governo não aprove a legislação, o banco liderado por Nuno Amado ficará numa situação bastante mais difícil e poderá ser obrigado a vender a sua subsidiária polaca (avaliada em cerca de 950 milhões de euros aos preços do mercado), para angariar fundos.

 

No caso do BPI, o BESI antecipa um impacto de 80 pontos base no seu rácio de capital.

 

Os analistas avaliam o BCP e o BES com um preço-alvo de 0,19 euros e 1,3 euros, com uma recomendação de “neutral”.

 

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de “research” emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de “research” na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.

 

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