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BESI: BCP terá reduzido prejuízos para 430 milhões de euros no primeiro semestre

O banco liderado por Nuno Amado terá melhorado a margem financeira, mas continua a ser pressionado pela subida do crédito malparado. O período em Abril e Junho será o quinto trimestre consecutivo de prejuízos.

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 18 de Julho de 2013 às 11:40
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O Banco Comercial Português terá fechado o primeiro semestre deste ano com um resultado líquido negativo 430 milhões de euros, o que representa uma diminuição de 21% face ao período homólogo, de acordo com as estimativas do Espírito Santo Research, unidade do BESI.

 

Apesar da comparação homóloga ser positiva, na evolução trimestral os números mostram uma degradação das contas. No segundo trimestre o BCP terá registado um prejuízo de 278 milhões de euros, o que representa um agravamento face aos 152 milhões de euros dos primeiros três meses deste ano.

 

A confirmar-se a previsão, será o quinto trimestre consecutivo de prejuízos para o banco liderado por Nuno Amado. Os números serão revelados a 29 de Julho.

 

O BESI estima uma “ligeira recuperação na margem financeira”, face aos trimestres anteriores, mas adverte que o crédito malparado “deverá continuar a ser um factor de pressão”.

 

A margem financeira do BCP terá subido de 183 milhões de euros no primeiro trimestre de 2013 para 206 milhões de euros no segundo trimestre. No conjunto do primeiro semestre a margem financeira terá descido 35% em termos homólogos, para 389 milhões de euros.

 

Já as provisões para o crédito malparado terão subido de 188 milhões de euros no primeiro trimestre para 213 milhões de euros no segundo trimestre. No conjunto do primeiro semestre as provisões para crédito malparado terão descido 25% em termos homólogos, para 401 milhões de euros.  

 

Em relação às contas do primeiro semestre, o BESI estima ainda que banco registe uma perda de 100 milhões de euros, ainda relacionada com a venda da unidade na Grécia, para contabilizar a perda de valor da participação de 5% que passou a deter no banco grego Piraeus.

No negócio internacional, o foco estará “na Polónia e em Moçambique”, onde “esperamos uma prestação similar à dos trimestres anteriores”.

 

O BESI tem uma recomendação de “neutral” para o BCP, com um preço-alvo de 0,11 euros. As acções do BCP seguem a subir 2,25% para 9,1 cêntimos. 

 

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de “research” emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de “research” na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.

 

 

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