Research BiG vê potencial de quase 40% para a Navigator e maior dividendo

BiG vê potencial de quase 40% para a Navigator e maior dividendo

A Navigator está "extremamente subavaliada", acreditam os analistas da casa de investimento do banco BiG. Para além do aumento nas cotações, estes especialistas esperam subidas no dividendo atribuído aos acionistas.
BiG vê potencial de quase 40% para a Navigator e maior dividendo
Ana Batalha Oliveira 19 de fevereiro de 2019 às 11:49

Os analistas do banco BiG estão otimistas quanto à evolução das cotações da Navigator, apontando para um potencial de quase 40% e classificando a empresa como "extremamente subavaliada". Paralelamente, os dividendos deverão engordar nos próximos cinco anos. A saída do CEO, Diogo da Silveira, não é vista por estes especialistas como um "grande risco".

 

"A The Navigator Company está extremamente subavaliada, apresentando um potencial de 38% até atingir o preço-alvo de 5,84 euros", escrevem os analistas do banco BiG. No que toca à evolução prevista para o dividendo, esta é igualmente positiva: o "dividend yield" 6,6% de 2018 deverá crescer para 7,1% em 2019, 9,1% em 2020 e, após um ligeiro recuo para os 9%, voltar aos 9,1% em 2022 e 9,5% em 2023.

 

"Em 2019 antecipamos um ligeiro aumento nos preços do papel (5,7%) e da pasta (0,5%), ao mesmo tempo que o volume de vendas deverá recuperar dado que não estão planeadas pausas na produção", lê-se na mesma nota.

 

Paralelamente, a saída do Diogo da Silveira do cargo de CEO da empresa, não é considerada pelos analistas um fator de risco significativo. "Não vemos esta alteração como um grande risco para a empresa", diz o BiG. O líder da papeleira vai abandonar as funções que mantém há cinco anos no próximo dia 9 de abril, alegando que é tempo de fechar este ciclo. Será substituído provisoriamente pelo presidente, João Castello.

 

No total do ano, o volume de vendas da Navigator atingiu os 1,7 mil milhões de euros, graças ao aumento de 25% nos preços da pasta de papel e de 8% no preço do papel, os quais compensaram a quebra nos volumes de venda – respetivamente, menos 18% e 4%.

 

Apesar das vendas relativas ao quarto trimestre de 2018 se situarem abaixo da estimativa do BiG, nos 439,4 milhões contra os 444 milhões avançados pela casa de investimento, o EBITDA superou as expectativas – 114,7 milhões contra os 99,8 milhões previstos, e o lucro de 53,4 milhões aproximou-se da previsão de 53,8 milhões.

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.




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