Research BPI corta preço-alvo dos CTT em 20% devido às notificações electrónicas do Estado

BPI corta preço-alvo dos CTT em 20% devido às notificações electrónicas do Estado

O BPI também cortou a recomendação para "neutral" devido à tendência para uma acelerada substituição das notificações do Estado via postal por comunicações electrónicas.
BPI corta preço-alvo dos CTT em 20% devido às notificações electrónicas do Estado
Bruno Simão/Negócios
Rita Faria 11 de janeiro de 2017 às 10:12

O BPI cortou o preço-alvo para as acções dos CTT em 20%, de 8,7 para 7,00 euros e a recomendação de "comprar" para "neutral".

Numa nota de análise divulgada esta quarta-feira, 11 de Janeiro, os analistas justificam a decisão com a tendência para uma acelerada substituição das notificações do Estado via postal por comunicações electrónicas, que deverá resultar numa redução de 12% do EBITDA da empresa, nos próximos três anos.

"Reduzimos o nosso preço-alvo para sete euros, reflectindo uma tendência de ‘e-substituição’ mais rápida que emerge do corte esperado nas notificações do Estado por correio", lê-se na análise assinada por Bruno Silva e Filipe Leite.

Recorde-se que, em Novembro, o Conselho de Ministros propôs ao Parlamento a criação da morada única digital, que permitirá notificar electronicamente os cidadãos, e reduzir substancialmente o orçamento destinado aos envios postais.

Esta medida pressionou fortemente os títulos da empresa, com analistas a estimarem, na altura, que poderá ter um impacto de 10 milhões de euros nas receitas de 2017.

O BPI recorda ainda que as acções dos CTT tiveram um desempenho 35% inferior aos seus pares no último ano, em resultado da redução de targets, da subida dos juros da dívida soberana, da acusação da Autoridade da Concorrência de abuso de posição dominante e do sentimento negativo no ambiente competitivo na Península Ibérica.

As acções dos CTT estão a descer, nesta altura, 0,81% para 6,279 euros. Tendo em conta esta cotação, o novo preço alvo atribuído pelo BPI ainda tem implícito um potencial de valorização de 11,5%.

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro. 




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