Research BPI sobe preços-alvo de 13 cotadas da bolsa de Lisboa

BPI sobe preços-alvo de 13 cotadas da bolsa de Lisboa

Ao todo, o banco de investimento reviu a avaliação de 20 empresas de pequena e média capitalização do mercado nacional. Mais de metade dos novos “targets” foi revisto em alta. Potencial médio de subida é de quase 25%. Veja a lista de todos os preços-alvo.
BPI sobe preços-alvo de 13 cotadas da bolsa de Lisboa
Paulo Moutinho 12 de junho de 2013 às 00:01

BCP, Sonae, Jazztel, IAG e Almirall foram eleitas como as preferidas entre o universo de pequenas e médias capitalizações ibéricas. Contudo, não foram as únicas empresas visadas na habitual nota de investimento trimestral do BPI. O banco aproveitou a oportunidade para, como sempre, actualizar as suas estimativas. Os “targets” também foram revistos, com a maioria das avaliações na bolsa nacional a aumentar.

 

Os cálculos realizados pelo Negócios revelam que das 22 cotadas visadas pelo “research” do BPI, 13 viram os seus preços-alvo subir. Das restantes, sete sofreram cortes nas respectivas avaliações e duas empresas, a Zon e a Sonaecom, têm novo “target” depois do banco de investimento ter retomado a cobertura dos títulos que se encontram em processo de fusão (a Sonaecom é dona da Optimus).

 

Impresa e Teixeira Duarte foram as duas cotadas que obtiveram a maior revisão em alta da avaliação. O “target” subiu 44% e 40%, respectivamente, sendo que no PSI-20, o destaque foi para a Semapa e o BCP. A avaliação da “holding” liderada por Pedro Queiroz Pereira cresceu 16%, já a do banco comandado por Nuno Amado aumentou em 11%, fixando-se em 0,18 euros.

 

Em média, os preços-alvo das cotadas portuguesas de pequena e média capitalização aumentaram 2,4% – tendo-se mantido inalterado no total das 80 empresas do universo ibérico do BPI. Uma evolução que só não é mais expressiva dado que houve sete cotadas que sofreram cortes nos seus “targets”. A SAG foi a que experienciou a descida mais acentuada (-61%).

 

Entre as cotadas do PSI-20, a Portugal Telecom foi a mais castigada. O “target” foi cortado em 34%, dada a perspectiva “mais negativa para o negócio doméstico e o menor optimismo para a recuperação no Brasil”, refere o BPI. Além da PT, entre as maiores cotadas da bolsa nacional, Sonae Indústria, EDP Renováveis e BES foram visados por cortes nas respectivas avaliações.

 

BCP com o maior potencial de subida na bolsa

 

Após as alterações às avaliações, qual é a empresas que tem maior margem de progressão na bolsa nacional? O BCP. O banco, que continua a ser uma das “top pick” do BPI, entre as empresas de pequena e média capitalização da Península Ibérica, tem potencial para disparar quase 80%, quase três vezes mais do que a média das cotadas do mercado nacional.

 

O potencial médio das cotadas portuguesas face às novas avaliações do BPI é de 23,9%, sendo que considerando apenas o PSI-20, este dispara para 33%. Para este resultado contribui, em muito, o BCP, mas também a Altri que apesar de ter sido removida da lista das preferidas, e até da “Core List” do banco, apresenta um potencial de 52%. Logo atrás surgem a Novabase, Sonae e Cofina, todas com potencial de mais de 40%.

 

A Portugal Telecom é, entre as cotadas do PSI-20, aquela para quem o BPI está menos optimista, tendo em conta o novo “target”. Tem margem para valorizar apenas 9% face à cotação no fecho da última sessão. Para encontrar cotadas com potencial negativo é preciso procurar as empresas mais pequenas, sendo a SAG aquela para quem o BPI revela maior pessimismo: pode cair 61%. A Martifer pode cair 11%.

 

Metade das recomendações é de “manter”

 

Apesar do potencial de valorização implícito nas novas avaliações do BPI para as cotadas de pequena e média capitalização da bolsa nacional, metade das recomendações emitidas pelo banco de investimento vão no sentido de “manter”. Contudo, há muitas de “comprar” e apenas duas empresas, em 22, merecem a recomendação de “vender” por parte da equipa de “research”: SAG e Martifer.

 

Considerando a totalidade do mercado nacional, 50% das recomendações do banco são de “manter”, mas 36% são de “comprar”, sendo o remanescente de “reduzir” (Corticeira Amorim) e “vender” (SAG e Martifer). Passando para o universo das empresas presentes no PSI-20, verifica-se que 53% das recomendações são de “manter” e 47% de “comprar” (sendo que das sete cotadas que a recebem, três são “top pick”). Para o BPI, nenhuma empresa do PSI-20 é para “vender”.

 

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de “research” emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de “research” na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.




Saber mais e Alertas
pub

Marketing Automation certified by E-GOI