Research BPI vê lucros do BCP acima de 100 milhões no primeiro trimestre

BPI vê lucros do BCP acima de 100 milhões no primeiro trimestre

A redução dos custos associados ao risco e a melhoria no portefólio de dívida deverão levar o BCP a reportar lucros de 114 milhões no primeiro trimestre, antecipa o CaixaBank BPI.
BPI vê lucros do BCP acima de 100 milhões no primeiro trimestre
Miguel Baltazar
Rafaela Burd Relvas 25 de abril de 2019 às 11:58
O CaixaBank BPI antecipa que o BCP terá alcançado lucros superiores a 100 milhões de euros no primeiro trimestre deste ano, um aumento de mais de 30% que será suportado pela redução de custos associados ao risco e pelas melhorias no portefólio de dívida.

"Esperamos um bom conjunto de resultados, apoiados pela evolução do portefólio de dívida no trimestre", escreve a equipa de analistas numa nota de análise divulgada esta semana.

O banco aponta para que o BCP tenha conseguido um rácio de capital CET1 de 12,2% no final de março, uma melhoria face ao rácio de 12% registado no último trimestre do ano passado.

Também a qualidade dos ativos terá tido uma evolução positiva no período em análise, com as exposições não rentáveis (NPE) a registarem, em relação ao primeiro trimestre do ano passado, uma descida de 6% a nível do grupo e de 8% considerando apenas a atividade em Portugal, reduzindo os custos associados ao risco.

A instituição liderada por Miguel Maya deverá, assim, reportar lucros de 114 milhões de euros no exercício do primeiro trimestre, antecipa o CaixaBank BPI. A confirmar-se, este resultado representa uma subida homóloga de 33% e um aumento de 160% face ao quarto trimestre de 2018.

A evolução das contas será particularmente positiva em Portugal, onde os lucros deverão aumentar 68% para os 75 milhões de euros. Na Polónia, a subida deverá ser de apenas 4% para os 39 milhões, enquanto em Moçambique se antecipa uma quebra de 10% para os 22 milhões.

O BCP apresenta os resultados do primeiro trimestre no dia 9 de maio, após o fecho dos mercados.

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.



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