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BPI corta preço-alvo da Jerónimo Martins em 12%

A unidade de investimento do BPI cortou o preço-alvo da retalhista de Pedro Soares dos Santos e manteve a recomendação “neutral”. A deflação, na Polónia e em Portugal, é o principal factor de pressão dos resultados da retalhista.

Miguel Baltazar/Negócios
Ana Laranjeiro alaranjeiro@negocios.pt 30 de Setembro de 2014 às 10:12
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A unidade de investimento do BPI cortou o preço-alvo da Jerónimo Martins de 11,70 euros para 10,30 euros. No entanto, manteve a recomendação de "neutral", de acordo com uma nota de análise a que o Negócios teve acesso, com a data desta segunda-feira, 29 de Setembro. Por esta altura, os títulos da retalhista recuam 0,77% para os 8,731 euros. Assim, é possível verificar que a empresa tem ainda um potencial de crescimento na ordem dos 18%, face à avaliação do BPI.

 

Esta unidade de investimento considera que a retalhista liderada por Pedro Soares dos Santos tem tido um comportamento aquém do esperado. No curto prazo, defendem, os resultados por acção estão numa fase complicada e, se a deflação continuar a crescer, as estimativas de resultados "podem estar em risco". A visibilidade a médio prazo, segundo os analistas desta casa de investimento, pode enfrentar alguns riscos relacionados com o novo conceito na Polónia, ou seja, expansão para grandes cidades.

 

"A deflação tem sido negativa para as retalhistas alimentares europeias e isto continua a pesar nas vendas a retalho portuguesas e polacas. Recentemente, a indústria do retalho alimentar polaca entrou numa tendência deflacionária", o que poderá ter uma influência negativa nas vendas e nas margens na Polónia, escrevem os analistas desta casa de investimento.

 

O BPI antecipa ainda que os resultados relativos ao terceiro trimestre deste ano mostrem um trimestre "difícil". Os analistas antecipam uma quebra nas vendas comparáveis mais profunda que o estimado na Polónia, um reflexo da inflação, e uma quebra mais acentuada do EBITDA. No caso de Portugal, o BPI estima que as vendas da Jerónimo Martins assumam um comportamento negativo e que as margem "sofram no trimestre".

 

"Cortamos as nossas estimativas e assumimos [uma postura] mais conservadora nas vendas e nas margens, tanto em Portugal como na Polónia, cortando os resultados por acção em 9% em 2014-16", apontam os analistas.

 

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.

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