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BPI inclui BES e EDP Renováveis no lote das acções preferidas na Península Ibérica

O banco de investimento emitiu uma nota de análise em que dá conta das suas preferências entre as cotadas de pequena e média dimensão da Península Ibéria. EDPR e BES estão entre as preferidas e a Sonaecom é a portuguesa com maior potencial.

Hugo Paula hugopaula@negocios.pt 18 de Setembro de 2012 às 13:57
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Os analistas do BPI incluíram o Banco Espírito Santo (BES) e a EDP Renováveis no grupo de cinco cotadas a que atribui o estatuto de “top pick” entre as mais de 80 cotadas de pequena e média dimensão de cuja avaliação faz a cobertura na Península Ibérica.

O banco de investimento tem um preço-alvo de 0,90 euros para as acções do BES, o que lhe confere um potencial de valorização de 39,5% e justifica a recomendação de “comprar”.

Contudo, a inclusão na restrita lista das “top pick” não está relacionada exclusivamente com o potencial de valorização da cotada. O BES é a “nossa aposta preferida na desalavancagem de Portugal e da sua dívida pública, combinada com a oportunidade de o banco ganhar quota no mercado doméstico”, diz o relatório do BPI a que o Negócios teve acesso.

Também a EDP Renováveis se encontra entre as preferidas do BPI. A avaliação até desceu de 5,80 euros por acção para 5,05 euros. Contudo, o novo preço-alvo confere um potencial de valorização de 42,0% às acções e a recomendação para a eólica nacional também é de “comprar”.

Contudo, a sua inclusão no grupo de preferidas deve-se ao “resultado melhor do que esperado da ‘Reforma Energética Espanhol’” que “reforça” os factores favoráveis ao investimento na cotada liderada por João Manso Neto.

A cotada portuguesa com maior potencial de valorização é a Sonaecom, que viu o seu preço-alvo subir de 1,90 euros por título para 2,20 euros, o que fica 71,2% acima do preço actual das acções. Outra cotada portuguesa com elevado potencial é a Novabase.

Já do lado das cotadas que se destacam por terem um potencial de valorização negativo está a Cofina (dona do Jornal de Negócios) e o Banif, ambos com potencial de desvalorização de mais de 30% e recomendação de “vender”.

A Sonae SGPS, a Zon Multimédia e a Novabase viram as suas recomendações passar de “manter” para “comprar”. A Ibersol só mantém a recomendação de “comprar” graças à descida da taxa social única cobrada às empresas, lê-se na nota de análise.

Descida da TSU alivia Ibersol

A cotada que detém restaurantes como as pizzarias Pizza Hut e a rede KFC deverá sofrer o impacto das medidas de austeridade mas, com mais de 50% da sua estrutura de custos a serem custos com pessoal, a descida das contribuições para a Segurança Social dos funcionários dará “algum alívio” às empresa, dizem os analistas.

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de “research” emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de “research” na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.

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