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BPI: Maior controlo de custos com impacto positivo nos resultados da REN

Analistas estão optimistas para a empresa e consideram que é uma aposta segura para beneficiar com a descida do risco do País.

Patrícia Abreu pabreu@negocios.pt 11 de Março de 2014 às 09:26
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O BPI aplaudiu o conjunto de resultados apresentado pela REN, destacando que os números saíram acima das suas expectativas, sustentados pela controlo mais apertado que o esperado dos custos operacionais. Analistas consideram que empresa é uma aposta segura para ganhar com a descida da percepção de risco do País.

 

A REN terminou 2013 com um resultado líquido de 121,3 milhões de euros, 1,8% abaixo dos lucros registados no ano anterior. Ainda assim, o BPI considera que a empresa liderada por Rui Cartaxo apresentou “um bom conjunto de resultados” e realça o esforço ao nível da contenção de custos.

 

Para compensar o impacto de uma regulação mais "apertada", a REN procedeu a um esforço mais intenso de eficiência operacional, conseguindo em 2013 reduzir em 10,4% os seus custos operacionais ("opex") totais e em 7,1% as despesas de "opex core", onde estão os gastos mais directamente dependentes da empresa.

 

“Identificamos uma clara melhoria nas três principais limitações do caso de investimento, nomeadamente a disponibilidade de financiamento e custo de capital, liquidez das acções (condicionada à colocação do Estado, esperada em Abril/Maio) e a exposição de 100% a Portugal, no que diz respeito ao risco soberano”, adianta o banco de investimento, que avalia a empresa com um preço-alvo de 2,85 euros e uma recomendação de “comprar”.

 

Os analistas acrescentam ainda que a expansão internacional entre 2014 e 2016 poderia ter um impacto positivo de 0,13 euros por acção na avaliação dos títulos.

 

A mesma nota de investimento destaca que a companhia continua a negociar a níveis atractivos. “O nosso cenário de avaliação conservador ainda oferece um retorno total de 8%, uma aposta segura para jogar a descida do risco português que deverá suportar um aumento da avaliação”, explica o BPI.

 

Os analistas concluem ainda que o ambiente económico e o potencial de risco de “overhang”, ou seja um excesso de acções no mercado não são negligenciáveis, “mas o mercado deverá continuar a incorporar uma melhoria dos custos de capital”.

 

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de “research” emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de “research” na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.

 

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