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Brisa apresentou resultados "fracos" mas BPI aplaude manutenção da política de dividendos

A Brisa apresentou um conjunto de resultados "fracos", embora já esperado pelo mercado, depois de o "feedback" concedido pela empresa sobre o tráfego do segundo trimestre, considera o BPI, que aplaude, por outro lado, a manutenção da política de dividendos. O CaixaBI também não ficou surpreso e estima que a empresa continue sob pressão.

Ana Filipa Rego arego@negocios.pt 30 de Julho de 2008 às 10:10
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A Brisa apresentou um conjunto de resultados "fracos", embora já esperado pelo mercado, depois de o "feedback" concedido pela empresa sobre o tráfego do segundo trimestre, considera o BPI, que aplaude, por outro lado, a manutenção da política de dividendos. O CaixaBI também não ficou surpreso e estima que a empresa continue sob pressão.

Os lucros da Brisa caíram 41% para os 52,2 milhões de euros no primeiro semestre do ano devido ao aumento dos custos operacionais e financeiros, informou ontem a concessionária, onde revelou que o tráfego médio diário caiu 2,5%, numa altura em que o petróleo tocou máximos sucessivos.

Ambas as casas de investimento destacam a queda do tráfego pela negativa e os resultados fracos já esperados.

“A Brisa apresentou um conjunto fraco de resultados, embora de alguma forma esperado pelo mercado, depois do ‘feedback’ concedido pela empresa com o tráfego do segundo trimestre que foi muito fraco”, explicam os analistas no Iberian Daily do BPI.

Também Helena Barbosa, analista do CaixaBI, sublinha que “tal como esperado a Brisa apresentou resultados fracos, fortemente penalizados pelo abrandamento económico, pela manutenção do preço dos combustíveis em níveis elevados e pelo aumento dos custos operacionais”.

CaixaBI vai rever estimativas da Brisa

Nesse contexto, o CaixaBI vai mesmo rever as estimativas para a concessionária “de forma a incorporar os resultados apresentados, a revisão em baixa dos ‘targets’ e as medidas de racionalização agora anunciadas”.

“Em nossa opinião o modelo de negócio da Brisa dilui parte dos actuais riscos, mas a empresa deverá continuar sob pressão devido à quebra do tráfego, à fraca performance esperada para o terceiro trimestre e ao tempo para que as medidas anunciadas produzam efeitos”.

A concessionária avançou também ontem, numa apresentação aos analistas, um conjunto de medidas destinadas a reagir aos efeitos que a subida do preço do petróleo e a conjuntura económica estão a ter no tráfego das suas concessões. Além de admitir a venda de activos não estratégicos para financiar novos investimentos - como a Abertis, avaliada em mais de 88 milhões de euros, e as acções próprias, equivalentes a 150 milhões -, a Brisa vai ainda cortar nos custos.

Para compensar a quebra das receitas de portagem, na segunda metade do ano a concessionária quer manter os custos inalterados, tendo, para isso, congelado admissões e cancelado projectos de "marketing" e de consultoria. A empresa vai ainda rever o seu 'portfólio' de negócios e reavaliar os investimentos fora do sector das auto-estradas. Esta reacção da Brisa tem como objectivo terminar 2008 mantendo a política de dividendos e estabilizando o EBITDA ('cash flow' operacional).

BPI aplaude garantia de que o dividendo de 2008 não vai cair em termos absolutos

“As medidas agora anunciadas parecem-nos bastante positivas, embora sejamos prudentes quanto ao seu impacto e ao tempo que irá decorrer até produzirem efeitos”, afirma o CaixaBI.

O BPI sublinha o dividendo pela positiva. “A notícia mais positiva da apresentação da Brisa foi a manutenção da política de dividendos e a garantia de que o referente aos lucros de 2008 não vai cair em termos absolutos”, refere o BPI.

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