Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Brisa aumenta receitas em 27,5 milhões em 2003 com concessão CREL

A concessão da CREL deve representar para a Brisa, em 2003, uma subida das receitas em 27,5 milhões de euros, gerando um lucro de 0,9 milhões de euros, segundo as estimativas do BPI, que mantém a recomendação para os títulos da concessionária.

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 12 de Dezembro de 2002 às 10:29
  • Partilhar artigo
  • ...
A concessão da CREL deve representar para a Brisa, em 2003, uma subida das receitas em 27,5 milhões de euros, gerando um lucro de 0,9 milhões de euros, segundo as estimativas do BPI, que mantém a recomendação para os títulos da concessionária.

A Brisa [BRISA] anunciou ontem que pagou 288,4 milhões de euros pela concessão da Circular Rodoviária Externa de Lisboa (CREL), que terá portagens a partir de 1 de Janeiro de 2003.

Segundo as estimativas do BPI, inseridas numa nota do banco ao negócio, esta auto-estrada deve gerar receitas de 27,5 milhões de euros em 2003.

O BPI explica que esta estimativa, que representa receitas com portagens de 30 milhões de euros, tem em conta um corte de 25% no tráfego diário da auto-estrada, que tem um tráfego médio diário actual de 40 mil veículos.

A análise inclui ainda uma descida de 21% no tráfego a partir de 2007 com outras estradas concorrentes e a perda de 2,5 milhões de euros que o Estado pagava à Brisa para a manutenção da auto-estrada.

Assim em 2003 a CREL, deve representar custos operacionais de 5 milhões de euros, um EBITDA, ou «cash flow operacional», de 22,5 milhões de euros, representando um lucro líquido de 900 mil euros para a companhia liderada por Vasco de Melo.

Este lucro representa um aumento de 0,6% face aos 153,1 milhões de euros de resultados líquidos que o BPI aguardava para 2003.

Brisa recorre a dívida; custos financeiros de 11,5 milhões de euros

A mesma fonte explica que os 288,4 milhões de euros pagos ao Estado pela concessão da CREL representa uma amortização anual de 9,6 milhões de euros, valor que representa a divisão dos 288,4 milhões de euros pelos 30 anos de concessão.

O BPI adianta que a Brisa se vai endividar para pagar este valor aos Estado, o que implica um aumento dos custos financeiros da companhia.

A Brisa terá assim um custo com este financiamento de 11,5 milhões de euros em 2003. Devido ao aumento da dívida o BPI estima que o rácio dívida por capital ascenda a 5,6 vezes, face à anterior previsão de 5,3.

O BPI conclui que este negócio, apesar de necessitar ainda de mais informação, não vai alterar a alteração do preço-alvo actual da Brisa, que está nos 5,9 euros.

«Em conclusão, com a informação disponível, o impacto na cotação da empresa deve ser neutro», afirma a nota do BPI.

A Brisa seguia a descer 0,39% para os 5,08 euros.

Outras Notícias