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Caiva Valores recomenda «outperform» para Cimpor; TD deve vencer privatização

A Caixa Valores avançou com uma recomendação de «ouperform» para a Cimpor, com um «preço alvo» de 25,50 euros, considerando que a Teixeira Duarte deverá assegurar os 10,049% da empresa que o Estado vai alienar na última fase de privatização.

João Mata 17 de Julho de 2001 às 11:09
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A Caixa Valores avançou com uma recomendação de «ouperform» para a Cimpor, com um «preço alvo», a 12 meses, de 25,50 euros (5.112 escudos), considerando que a Teixeira Duarte deverá assegurar os 10,049% da empresa que o Estado vai alienar na última fase de privatização, num estudo efectuado a 16 de Julho.

O «preço alvo» avançado pela corretora incorpora um potencial de valorização de 7,6%, tendo em conta a cotação da cimenteira na sessão de hoje.

«A nossa recomendação para os títulos da Cimpor é de “outperform”, com um “price target” de 25,50 euros (5.112 escudos), para além do interesse especulativo que o papel ainda possa vir a ter», referiu a Caixa Valores.

Segundo a mesma fonte, «ao que tudo indica, a resposta do Ministério das Finanças será positiva» no que respeita ao concurso para a última fase de privatização da Cimpor, que tem na Teixeira Duarte a única concorrente, apesar da construtora estar a enfrentar um processo por ter violado o limite de 10% dos direitos de voto no capital da companhia liderada por Sousa Gomes.

Na última assembleia geral (AG) de accionistas, a Teixeira Duarte [TXDE] votou com 18,33% dos direitos de voto da Cimpor, o que contraria o disposto no decreto-lei 380/93.

No entanto, a Caixa Valores defendeu que esta situação não deverá impedir a companhia de garantir a vitória no concurso para a privatização da Cimpor [CIMP], devendo a Teixeira Duarte ficar com «aproximadamente 28% do seu capital social», apesar de ser «provável que veja os seus direitos de voto limitados a 10%» do capital.

Teixeira Duarte não deverá ser forçada a lançar OPA

De acordo com a Caixa Valores, «os 28% da Teixeira Duarte e a dificuldade em provar posições concertadas, não deverá obrigar a Teixeira Duarte a lançar uma oferta pública de aquisição (OPA)» sobre as acções da Cimpor.

Nas últimas assembleias gerais a construtora votou em sintonia com o BCP [BCP] e a francesa Lafarge, indiciando que tem uma estratégia concertada para a Cimpor.

Vitória da Teixeira Duarte não encerra luta por liderança da Cimpor

Apesar de considerar que a Teixeira Duarte deverá garantir a vitória na última fase de privatização, a caixa valores referiu que «a futura liderança da Teixeira Duarte na Cimpor vai fechar apenas mais um dos capítulos da história “Cimpor”, mas certamente não será o último», sublinhando que «é provável que ainda vejamos “muita água a rolar”».

Segundo a corretora, «o silêncio da Holderbank pode eventualmente trazer algumas “cartas na manga”», uma vez que a cimenteira suíça ainda não tomou nenhuma posição estratégica relevante noutras empresas no decorrer deste ano.

A Holderbank detém cerca de 10% do capital da Cimpor, tendo lançado no ano passado uma OPA sobre a cimenteira nacional, em conjunto com a Secil, uma operação que foi inviabilizada pelo Governo.

A empresa suíça referiu, após o fecho do prazo para entrega das candidaturas à privatização da Cimpor, que não se apresentou a concurso por considerar «demasiado elevado» o preço de 30,40 euros (6.095 escudos) fixado pelo Executivo.

Cimpor deverá atingir lucros por acção de 1,21 euros em 2001

A Cimpor deverá atingir lucros por acção, ou «earnings per share» (EPS) de 1,21 euros (243 escudos) em 2001, com a empresa a apresentar «alguma estabilidade durante o decorrer deste ano», segundo as estimativas da Caixa valores.

Segundo a corretora, a situação da Cimpor no Brasil não deverá gerar «surpresas» no curto prazo, uma vez que a descida de produção devido aos cortes de energia deverá ser compensada pelos «elevados níveis de “stocks”» da companhia.

Às 11h02, a Cimpor ganhava ,042% para os 23,70 euros (4.751 escudos), enquanto a Teixeira Duarte permanecia inalterada nos 1,12 euros (223 escudos).

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