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CaixaBank BPI baixa recomendação e preço-alvo do BCP

O preço-alvo desceu 7% para 0,25 euros, o que traduz um potencial de valorização de 28%. A recomendação baixou de "comprar" para "neutral".

ANTÓNIO PEDRO SANTOS
Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 10 de Fevereiro de 2020 às 10:54
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O CaixaBank BPI reduziu a recomendação e o preço-alvo das ações do BCP, depois de ter revisto em baixa a projeção para os resultados do banco liderado por Miguel Maya.

 

O preço-alvo para o final de 2020 desceu 7%, de 0,27 euros para 0,25 euros, o que traduz um potencial de valorização de 28%. A recomendação baixou de "comprar" para "neutral".

 

Numa nota de research desta segunda-feira, 10 de fevereiro, o CaixaBank BPI justifica esta descida com o corte de 4% nas estimativas para os lucros por ação do BCP, que resulta sobretudo de previsões mais baixas para a margem financeira e receitas de corretagem.

 

Os analistas do BPI apontam para que o BCP tenha alcançado lucros de 283 milhões de euros em 2019, o que representa uma queda de 6% face ao exercício anterior. Para 2020, perspetiva lucros de 377 milhões de euros.

 

No que diz respeito ao quarto trimestre de 2019, a estimativa aponta para lucros de 13 milhões de euros, o que representa uma queda homóloga de 71% e de 87% face aos três meses anteriores.

 

Os resultados do quarto trimestre deverão ser pressionados "pela descida da margem financeira, custos de reestruturação, despesas legais na Polónia e amortização de DTA em Portugal", refere o CaixaBank BPI, que destaca pela positiva a expectável descida do crédito malparado.

 

As previsões do BPI apontam para uma descida trimestral de 7% no non-performing exposure (NPE), que deverá fechar o ano em 4.277 milhões de euros, bem abaixo dos 5.547 milhões de euros do final de 2018.

 

O CaixaBank BPI estima uma descida de 10 pontos base no rácio CET1, para 12,2%, devido à descida da taxa de desconto do fundo de pensões do banco. Contudo, o banco assinala que o rácio de capital está num nível "confortável o suficiente para afastar receios" sobre a capitalização do banco.

 

O CaixaBank assinala que o BCP está a transacionar em bolsa com um desconto entre 15% a 25% face ao setor na Europa e aos pares espanhóis, "o que pode ser considerado justificável dadas as incertezas na litigação sobre os créditos hipotecários na Polónia e também ao rácio de ativos de baixa qualidade, que é superior à média".      

 

Nas previsões a mais longo prazo, o CaixaBank BPI estima que o BCP registe um crescimento médio anual de 15% nos lucros ajustados por ação para o período 2018-2022. Esta evolução justifica-se sobretudo com a descida das provisões na atividade em Portugal, embora a margem financeira deva registar um desempenho "fraco". Na unidade polaca os lucros deverão registar um aumento médio anual de 11%.

 

As ações do BCP descem 2,62% para 0,1897 euros.

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.

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