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CaixaBank BPI corta avaliação da Jerónimo Martins com covid-19 a afetar margens

O preço-alvo foi reduzido em 6% e a estimativa para o EBITDA em 5%. O CaixaBank BPI diz que a covid-19 "está a ter um impacto mais severo do que o esperado nas principais geografias da Jerónimo Martins".

#7 - Pedro Soares dos Santos
Miguel Baltazar
Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 15 de Maio de 2020 às 12:11
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O CaixaBank BPI reviu em baixa a avaliação das ações da Jerónimo Martins e as perspetiva de resultados da empresa, após as contas do primeiro trimestre mostrarem que a dona do Pingo Doce está a ser penalizada pela pandemia da covid-19.

 

O preço-alvo desceu de 16,95 euros para 15,90 euros e a recomendação ficou em "neutral".

A covid-19 "está a ter um impacto mais severo do que o esperado nas principais geografias da Jerónimo Martins" e "persistem as incertezas sobre as margens", pelo que "continuamos afastados" da ação, escrevem os analistas José Rito e Guilherme Sampaio, na nota a que o Negócios teve acesso.

 

O banco assinala que os resultados da Jerónimo Martins no primeiro trimestre ficaram abaixo do esperado, uma vez que, "ao contrário do que aconteceu com outras retalhistas, a covid-19 não acelerou as receitas e aumentou os custos".

 

O CaixaBank cortou as estimativas para o EBITDA da Jerónimo Martins numa média anual de 5% para o período entre 2020 e 2022, com as novas previsões a incorporarem uma descida de 30 pontos base da margem na Biedronka, de 20 pontos base na atividade em Portugal e um adiamento do "breakeven" na Colômbia para 2020.

 

A redução das margens é mesmo o principal fator para justificar o corte na avaliação das ações da Jerónimo Martins. O CaixaBank BPI assinala que a cotada cortou o dividendo e reduziu o investimento previsto, de modo a "manter um balanço flexível para aproveitar eventuais oportunidades", pelo que os analistas assumem que uma aquisição "vai acontecer mais cedo do que tarde".

 

As ações da Jerónimo Martins sofreram uma violenta queda de mais de 10% na sessão de quinta-feira, em reação aos resultados e ao corte de dividendo. Hoje continuam em terreno negativo, com uma queda de 1,79% para 13,74 euros.

 

Além do CaixaBank, outros bancos de investimento também reduziram a avaliação das ações da empresa. Segundo a Bloomberg, o HSBC reduziu o "target" para 12 euros, o que se situa abaixo da atual cotação, tendo também cortado a recomendação de "manter" para "reduzir".

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