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CaixaBank BPI estima prejuízo de 7 milhões na Sonae mas dá potencial acima de 100% às ações

O retalho alimentar e eletrónico da Sonae beneficiaram da pandemia, que reforçou as vendas em 6% nos primeiros três meses deste ano, antecipa o CaixaBank BPI. Contudo, a cotada não evita um prejuízo de 7 milhões de euros no primeiro trimestre.

A Sonae diz estar a tentar normalizar a operação nos hipermercados e que o comportamento dos consumidores nas duas últimas semanas não se vai prolongar nos próximos meses.
Bruno Simão
David Santiago dsantiago@negocios.pt 15 de Maio de 2020 às 11:08
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As vendas da Sonae até tiraram partido da pandemia, porém não o suficiente para evitar que a cotada vá além de um prejuízo de 7 milhões de euros no primeiro trimestre deste ano (obteve lucros de 18 milhões de euros no período homólogo), estima o CaixaBank BPI em análise de research.

Estes analistas antecipam ainda que o EBITDA tenha recuado 4% para 105 milhões de euros entre janeiro e março de 2020, o que compara com os 110 milhões de euros alcançados em igual período do ano passado.

Ainda assim, o CaixaBank BPI acredita que, em termos globais, o grupo da Maia até tenha tido um impacto positivo decorrente do surto, particularmente visível na evolução das vendas, que estes analistas acreditam terem aumentado 6% para 1.542 milhões de euros no primeiro trimestre face aos 1.461 milhões registados nos primeiros três meses de 2019.

Como tal, a nota de research faz uma recomendação de "comprar" aos títulos acionistas da Sonae e atribui um preço-alvo de 1,45 euros às ações da cotada, o que representa um potencial de valorização de 133% face à cotação de 62,3 cêntimos com que os títulos da empresa negoceiam em Lisboa na sessão bolsista desta sexta-feira.

Note-se que a Sonae tem previsto apresentar os resultados referentes ao primeiro trimestre no próximo dia 20 de maio.

Por um lado, o CaixaBank BPI antecipa que o retalho alimentar e de produtos eletrónicos (Worten) do grupo da Maia tenham beneficiado com o contexto de pandemia, enquanto os setores imobiliário e do vestuário da Sonae deverão ter sido penalizados pelo surto.

Seja como for, os analistas acreditam que o impacto geral para a cotada foi positivo, porém antecipam que no segundo trimestre as consequências do surto sejam mais "duras".

No caso particular do retalho alimentar (Sonae MC), a Sonae deverá ter sido das retalhistas mais beneficiadas pelo efeito gerado pela acumulação de stocks.

Em relação à Worten, os analistas do CaixaBank BPI veem um duplo efeito, com a unidade portuguesa a tirar partido da capacidade de armazenamento e a unidade espanhola prejudicada pelo encerramento de várias lojas em março devido à covid-19.

Ainda assim, projetam que a unidade de bens eletrónicos tenha elevado o EBITDA dos 8 milhões de euros obtidos nos primeiros três meses de 2019 para 9 milhões de euros no primeiro trimestre de 2020.

Já a divisão de vestuário terá registado uma quebra para metade do EBITDA nos primeiros três meses, de 8 milhões de euros no primeiro trimestre de 2019 para 4 milhões de euros.

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.

(Notícia atualizada às 12:00 com correção do título e da cotação da Sonae)

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