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Citi: BPI é um dos vencedores dos testes de stress

Para os analistas do banco norte-americano o BPI, juntamente ao Commerzbank e o Sabadell, é um dos bancos que sai vencedor, com resultados acima das estimativas, dos testes de stress. Já o britânico Lloyds é considerado um dos perdedores.

Bruno Simão/Negócios
David Santiago dsantiago@negocios.pt 27 de Outubro de 2014 às 13:08
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De acordo com uma nota de "research" elaborada pelo banco norte-americano Citi, o BPI é um dos bancos que sai vencedor dos testes de stress aplicados pelo Banco Central Europeu (BCE) ao sistema financeiro europeu, cujos resultados foram divulgados este domingo.

 

Os economistas do Citi realçam que o banco liderado por Fernando Ulrich necessitou de um ajustamento da qualidade dos activos de apenas 12 pontos base, tendo registado um rácio de 11,6%, "um dos melhores entre todos os bancos".

 

Ainda assim, o Citi elucida que tendo em conta o reembolso dos CoCo’s (obrigações convertíveis em acções) ao Estado português, feito no primeiro semestre deste ano, o rácio cai para 7,9%.  O limite mínimo exigido pelo BCE na análise de menor risco é de 8%. Na manhã desta segunda-feira, o BPI segue a apreciar 0,39% para 1,558 euros.

 

O Citi destaca ainda o Commerzbank, o Bank of Ireland, o Eurobank, o Sabadell e o Unicredit entre os bancos que registaram uma prestação "melhor do que a esperada" na análise à resiliência dos bancos europeus.

 

Contudo, na manhã desta segunda-feira, a forma como os títulos destes bancos estão a reagir é negativa. Se o Commerzbank avança 0,85% para 11,90 euros, o Bank of Ireland cai 0,63%, o Sabadell perde 2,16%, o Eurobank desliza 1,36% e o Unicredit desvaloriza 2,38%.

 

Na perspectiva contrária, os economistas do Citi consideram que entre os bancos que registaram um resultado "pior do que o esperado" aos testes de stress, está o britânico Lloyds. Os títulos do banco liderado pelo português António Horta Osório seguem a cair 2,32% para 74,94 pence.

 

Para o Citi, uma das consequências resultantes da aplicação destes testes passa pelo reforço dos balanços dos 30 maiores bancos europeus, em mais de 200 mil milhões de euros, o que "deverá impulsionar as condições financeiras da Zona Euro nos próximos meses".

 

O Citi sublinha ainda que o processo em curso da União Bancária possibilitará uma ainda maior consolidação do sistema financeiro europeu.

 

A unidade de análise de investimento do Citi refere que que as necessidades de capital de 25 mil milhões de euros, demonstradas pelos 25 bancos que não superaram os testes, estão em linha com as expectativas do mercado. Contudo, o Citi estimava que as insuficiências de capital entre os bancos que não superassem a prova de resiliência do BCE se situasse em torno dos 15 mil milhões de euros.

 

O Citi realça que as maiores necessidades de capital foram registadas, "essencialmente na periferia", designadamente na Itália e na Grécia.

 

Depois de considerar que a análise à qualidade dos activos (asset quality review) assume especial importância, o Citi nota ainda que os maiores ajustamentos se verificaram nos bancos austríacos, gregos, irlandeses e em alguns bancos italianos e espanhóis. Isto dentro das instituições financeiras sob análise deste banco norte-americano.

 

Por outro lado, o Citi destaca que os maiores bancos franceses, alemães e também italianos e espanhóis, registaram uma necessidade limitada no que diz respeito ao ajustamento da qualidade dos activos.

 

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.

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