Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Citigroup revê em baixa preço-alvo do BPI em mais de 25%

A casa de investimento Citigroup reviu em baixa o preço-alvo para o BPI em mais de 25% para os 5 euros. A revisão surge para reflectir a redução de estimativas de resultados e para retirar o prémio de potenciais fusões e aquisições que estava implícito na

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 01 de Fevereiro de 2008 às 09:20
  • Assine já 1€/1 mês
  • ...

A casa de investimento Citigroup reviu em baixa o preço-alvo para o BPI em mais de 25% para os 5 euros. A revisão surge para reflectir a redução de estimativas de resultados e para retirar o prémio de potenciais fusões e aquisições que estava implícito na avaliação do BPI.

O novo "target" do Citigroup para o BPI [bpin] é de 5 euros e compara com a avaliação anterior de 6,75 euros, de acordo com uma nota de análise publicada hoje. O preço-alvo representa um potencial de valorização de 46,6% face ao valor a que o BPI iniciou a negociar na sessão de hoje.

As acções do banco liderado por Fernando Ulrich seguiam a subir 2,71% para os 3,41 euros, a recuperar de perdas registadas recentemente e a acompanhar o sector.

A recomendação da casa de investimento manteve-se em "comprar".

O analista do Citigroup, Kato Mukuru, revela que a revisão do preço-alvo se prende com o facto de reflectir a revisão em baixa dos resultados e "a falta de um prémio de fusões e aquisições".

A avaliação das acções do BPI incorporavam um prémio de uma eventual compra, depois do banco ter sido alvo do lançamento de uma oferta pública de aquisição (OPA) por parte do maior banco privado nacional, o Banco Comercial Português (BCP). A casa de investimento salienta que desde que as negociações com vista a uma eventual fusão terminaram as acções

BPI pode precisar de aumentar o capital em 360 milhões de euros

A casa de investimento considera que o BPI pode ter de recorrer a um aumento de capital de 360 milhões de euros num cenário mais pessimista.

"Estimamos que, enquanto o BPI pode precisar de aumentar o capital em 360 milhões de euros num cenário mais pessimista, pode garantir 630 milhões de euros através de uma possível venda de activos", adianta o analista que acrescenta que um "aumento de capital só deverá acontecer" se a venda de activos não estiver delineada antes da assembleia geral de accionistas, que decorrerá a 22 de Abril.

Ver comentários
Outras Notícias