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CSFB acredita impacto do Brasil na PT está descontado; preço alvo de 7,50 euros

O CSFB recomendou «outperform» para PT com um preço alvo de 7,50 euros. Segundo o banco, um cenário negativo no Brasil, que representa 18% do preço objectivo, já estará descontado. A compra da rede fixa poderá comprometer o objectivo de endividamento.

Pedro Carvalho pc@mediafin.pt 07 de Outubro de 2002 às 14:09
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O CSFB recomendou «outperform» para PT com um preço alvo de 7,50 euros. Segundo o banco, um cenário negativo no Brasil, que representa 18% do preço objectivo, já estará descontado. A compra da rede fixa poderá comprometer o objectivo de endividamento.

O Credit Suisse First Boston (CSFB), num estudo hoje publicado, atribuiu, de acordo com o método de avaliação da soma das partes, um preço justo de 7,21 euros para as acções da Portugal Telecom (PT) [PTC], o que representaria um potencial de valorização de 42% face a cotação de fecho de sexta-feira.

Segundo o banco de investimento suíço, nos últimos três meses, o espectro de uma crise no Brasil que foi ontem a votos para eleger o novo presidente, levou as acções da PT a perderem 28,5% em três meses, contra a descida de apenas 3,4% dos operadoras de telecomunicações europeias incumbentes.

O banco avalia a exposição da PT no Brasil em 1,32 euros por acção, o que representa 18% do preço justo de 7,21 euros. Mesmo depurando o efeito de uma crise no Brasil, ou seja, considerando nulos os activos da PT naquele país, o preço alvo seria de 5,89 euros, o que representaria, ainda assim, um potencial de valorização remanescente de 16% face ao fecho de sexta-feira.

No mesmo estudo, o CSFB avança com uma avaliação central de 234,4 milhões de euros para a venda da rede fixa à PT, «que deverá acontecer ainda este ano, num cenário em que o Governo procura reduzir o défice abaixo dos 3%» do PIB.

Tomando como certo este cenário, o banco de investimento estima que a PT chegue ao final do ano com um nível de endividamento de 4,6 mil milhões de euros, acima dos 4,5 mil milhões de euros projectados pela operadora.

Expurgando os valores relativos à compra da rede fixa, o banco reviu o endividamento da PT de 4,5 mil milhões de euros para 4,4 mil milhões de euros, «devido à geração de cash flow no primeiro semestre acima do esperado».

As acções da PT seguiam com uma valorização de 2,37% para os 5,19 euros. A operadora de telecomunicações vem de uma série de quatro sessões sucessivas de ganhos, período no qual acrescentou 11%.

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