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Deutsche Bank recomenda «compra» para Brisa com preço-alvo de 7,3 euros

O Deutsche Bank recomenda compra para a Brisa com um preço alvo de 7,3 euros. A liderança nacional, a compra da CCR e a eventual participação na privatização da ENA justificam o potencial de subida de 27%.

Pedro Carvalho pc@mediafin.pt 05 de Junho de 2002 às 12:02
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O DB recomenda compra para a Brisa e um preço alvo de 7,3 euros. A liderança nacional, a compra da CCR e a eventual participação na privatização da ENA, em parceria com um grupo espanhol, justificam o potencial de subida de 27%, segundo o analista do DB.

O Deutsche Bank (DB) estima que o lucro por acção (EPS) da Brisa em 2002 ascenda a 0,60 euros, e a 0,31 euros em 2003.

O analista do banco de investimento alemão, em declarações ao Negocios.pt, aponta três motivos, os quais suportam o preço-alvo para o período de «10 a 11 meses» de 7,3 euros.

O analista destaca o facto da concessionária de auto-estradas nacional ser líder do sector em Portugal e estar bem posicionada a nível europeu.

A diversificação é um outro factor realçado pelo analista, com a participação na brasileira CCR-Companhia de Concessões Rodoviárias, «o que faz sentido tanto do ponto de vista estratégico como financeiro».

Em terceiro lugar, o DB salienta «o potencial de crescimento futuro, através de um maior desenvolvimento orgânico, derivante do aumento do nível de tráfego, quer em Portugal quer no Brasil», chamando igualmente a atenção para «as novas oportunidades que irão se apresentar, após o alargamento da União Europeia aos países do Leste».

Em Espanha, a Brisa [Brisa] já garantiu, o interesse na privatização da congénere espanhola ENA-Empresa Nacional de Autopistas, localizada na Galiza, no âmbito da estratégia de expansão da sua rede.

Para o analista do DB, «a Brisa deverá concorrer em parceira com um partner espanhol, como por exemplo a Caixa Galiza, ou a Acesa», tendo esta última já 10% da Brisa. A concretizar-se este cenário, o preço-alvo de 7,3 euros poderá ser revisto em alta, diz a mesma fonte.

A consolidação das concessionárias de auto-estrada a nível Europeu, o sector actualmente em «spotlight» ou na ribalta, «é um dos factores que tornam o papel ainda mais apetecido», numa altura em que se assiste a movimentos de consolidação igualmente em França, com a recente privatização da francesa ASF Autoroutes du Sud de France.

As acções da Brisa, que desde o início do ano acumulam uma valorização de 20%, seguiam sem alterações de preços a marcarem 5,75 euros.

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