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Do IPO da Sonae MC à entrada da Jerónimo num novo mercado, o que dizem as cotadas aos investidores

O CaixaBank/BPI juntou numa conferência as maiores cotadas ibéricas e dezenas de investidores, num evento do qual resultaram mais de 600 reuniões. Dos encontros saíram mensagens positivas por parte das empresas lusas, mas poucas novidades. 50 cotadas nacionais e espanholas partilharam com 60 investidores a sua estratégia, ao longo dos dias 4, 5 e 6 de setembro, numa conferência organizada pelo BPI, no Porto.

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Miguel Baltazar
Patrícia Abreu pabreu@negocios.pt 14 de Setembro de 2019 às 15:00
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Altri: Recuperação dos preços só em 2020

Altri: Recuperação dos preços só em 2020

A Altri identifica "espaço mais limitado para quedas do preço [da pasta] na China mas na Europa poderá continuar a assistir-se a uma correção no curto prazo". Nas suas conversas com os investidores, a papeleira passou ainda a mensagem que não identifica uma recuperação dos preços antes de 2020.

Em relação à evolução da atividade, a companhia não espera um crescimento dos volumes em 2019 – o BPI estima um crescimento de 3% – o que, juntamente com as expectativas da empresa para a evolução dos preços da pasta poderá colocar alguma pressão ao EBITDA. Os analistas do BPI antecipam um EBITDA de 254 milhões de euros em 2019, assumindo que os preços da pasta recuperam para um valor em torno dos 885 dólares por tonelada.

Assumindo as expectativas da Altri – preços nos 750 dólares e volumes estáveis – , o BPI admite que o EBITDA poderia atingir os 230 milhões de euros. Em relação ao investimento, a Altri garante que o capex vai permanecer entre 30 e 40 milhões de euros por ano e a companhia garante que não está preocupada com a redução das licenças de CO2 até 2021.

BCP: Impacto da conversão de créditos na Polónia diluída

BCP: Impacto da conversão de créditos na Polónia diluída

Nos oito encontros que teve com 17 investidores, o BCP passou a mensagem que espera que a sua rentabilidade em Portugal permaneça estável ou registe um ligeiro aumento, enquanto na Polónia antecipa taxas de crescimento de dois dígitos (ou seja, acima de 10%). Quanto às comissões é esperado um ligeiro aumento na atividade em Portugal, suportado pela gestão de ativos, banca de investimento e atividades relacionadas com os seguros.

No que diz respeito à conversão de créditos em francos suíços na Polónia, que deverá resultar numa fatura pesada para o setor financeiro no país, o banco adiantou que qualquer impacto decorrente deste caso deverá ser diluído ao longo do tempo, em vez de uma cobrança única.

Corticeira Amorim: Empresa antecipa subida do EBITDA a partir de 2020

Corticeira Amorim: Empresa antecipa subida do EBITDA a partir de 2020

A Corticeira Amorim passou uma mensagem positiva aos investidores com quem esteve reunida. Segundo o BPI, a companhia adiantou que "a colheita de vinho (quantidade e qualidade) deixa espaço para uma tendência contínua de ‘premiumização’", acrescentando que isto, aliado à tendência de descida dos custos da matéria-prima – a Corticeira Amorim antecipa uma queda de 7 a 8% dos preços da cortiça em 2019 - , deverá sustentar o EBITDA a partir de 2020. A empresa refere que apesar das incertezas que têm afetado a China, "outras regiões (EUA, Austrália, Europa) têm estado mais resistentes".

CTT: Mercado ainda atribui zero valor ao Banco CTT

CTT: Mercado ainda atribui zero valor ao Banco CTT

A empresa de correios portuguesa manteve inalteradas as suas expectativas de EBITDA para este ano, entre 100 e 105 milhões de euros. Em relação ao negócio bancário, os CTT pretendem manter o perfil de banco de retalho, mas explorando o lançamento de produtos de massa, como fez com o lançamento do PPR. A companhia reconhece que o mercado ainda não atribui valor ao Banco CTT e espera atingir o "breakeven" na segunda metade deste ano.

Enquanto no negócio dos correios, os volumes deverão continuar a cair este ano, a comercialização de certificados do Estado deverão continuar a benaficiar os CTT, uma vez que este é o principal canal de distribuição destes produtos. Segundo o BPI, a presidente do IGCP reconheceu na conferência ibérica do banco de investimento que as taxas dos certificados estão acima do mercado, mas não se preveem cortes.

EDP: Venda de ativos e amortização da dívida

EDP: Venda de ativos e amortização da dívida

Nos sete encontros que teve com 15 investidores, a EDP reiterou que a compra dos ativos de energia hidroelétrica da EDP está a suscitar grande interesse, o que pode resultar em avaliações mais elevadas que as esperadas inicialmente. A empresa prevê um desinvestimento no valor total de seis mil milhões de euros: quatro mil milhões de euros em rotação de ativos e dois mil milhões de euros em vendas de ativos (centrais térmicas na Península Ibérica).

A elétrica adiantou ainda que o custo médio da dívida está estável em torno dos 4%. Contudo, a companhia admite que poderá aproveitar o momento de baixas taxas de juro para reduzir a sua dívida, o que pode resultar numa descida dos custos de financiamento. "Assumindo refinanciamentos de dois mil milhões de euros nos próximos três anos, estimamos poupanças adicionais podem resultar numa melhoria de 1-2% do EPS até 2022 face ao atual plano de negócio", calcula o BPI.

Jerónimo Martins: Novo mercado no Leste?

Jerónimo Martins: Novo mercado no Leste?

A Jerónimo Martins deu pistas sobre a entrada num novo mercado no Leste da Europa. A ideia é aproveitar a experiência no mercado polaco para entrar num país vizinho, não pondo de lado recorrer a aquisições, caso considere que faz sentido avançar por esta via e dependendo do custo que isso acarrete para a empresa.

Em relação à atividade na Polónia, a companhia reforçou que o consumo continua sólido e antecipa que a tendência se mantenha positiva, suportada por iniciativas orçamentais no país. Quanto ao novo imposto sobre o retalho, este está suspenso até ao final do ano. A empresa garante que vai manter uma política de preços competitiva. Na Colômbia, os prejuízos deverão reduzir-se este ano, para depois o negócio atingir o breakeven em 2020, prevê a companhia.

Mota-Engil: Mercado doméstico a recuperar

Mota-Engil: Mercado doméstico a recuperar

A Mota-Engil é outra das empresas que se mostrou mais otimista, argumentando que a atividade está a melhorar em Portugal, com o país no bom caminho para se tornar novamente o maior mercado da construtora. A empresa prevê apresentar um novo plano estratégico em 2020, garantindo, porém, que não tem planos para avançar com um programa de recompra de ações. Em África, atividade em Angola está a evoluir positivamente, diz a empresa, mas abaixo das estimativas iniciais devido a alguns atrasos no início de alguns trabalhos, que deverão ser revertidos na primeira metade de 2020.

NOS: 5G atrasado em Portugal

NOS: 5G atrasado em Portugal

A Nos tem em curso um plano de transformação. A operadora liderada por Miguel Almeida espera aumentar o peso das vendas online - ainda é muito dependente do canal de vendas porta-a-porta. Em relação ao 5G, a Nos admite que o desenvolvimento desta tecnologia ainda está atrasado face a outros mercados. A companhia reserva 12 a 13% do seu investimento para investir no 5G, admitindo que está disponível para analisar oportunidades de partilhar o investimento com outro operador.

Sonae: IPO da Sonae MC não avança para já

Sonae: IPO da Sonae MC não avança para já

A Sonae vai realizar, no próximo mês o seu capital markets day, ocasião na qual irá revelar detalhes estratégicos para as várias divisões da companhia. Face à proximidade deste evento, a empresa não divulgou grandes detalhes da sua atividade. Ainda assim, a empresa adiantou aos investidores que espera que a Sonae MC continue a reportar uma evolução sólida das vendas.

Em relação à intenção de dispersar a divisão em bolsa, a empresa adiantou que o IPO da Sonae MC continua a fazer sentido, mas não espera avançar com operação em breve. A realização do IPO vai depender do ambiente macroeconómico em Portugal, evolução do negócio e condições de mercado.

Navigator: Mensagem conservadora e dividendos sustentáveis

Navigator: Mensagem conservadora e dividendos sustentáveis

A Navigator passou uma mensagem conservadora sobre a evolução dos preços da pasta e do papel. De acordo com a companhia, os preços da pasta já negoceiam em níveis bastante baixos e deverão pressionar os preços do papel. A companhia não tem em mente mais planos de expansão no curto prazo e refere que, logo, não há razão para não acreditar na sustentabilidade dos dividendos (200 milhões de euros e em linha com as estimativas do BPI).

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