Research Analistas: "É clara a divergência entre accionistas sobre a estratégia futura" do BPI

Analistas: "É clara a divergência entre accionistas sobre a estratégia futura" do BPI

Isabel dos Santos opôs-se à cisão dos activos angolanos. Era uma posição já aguardada, dizem os analistas. O BPI tem cada vez menos tempo para encontrar uma solução, sendo que o foco dos investidores vira-se agora para a desblindagem dos estatutos.
Analistas: "É clara a divergência entre accionistas sobre a estratégia futura" do BPI
Miguel Baltazar/Negócios
Paulo Moutinho 08 de fevereiro de 2016 às 09:43

O BPI tentou aprovar a cisão dos activos angolanos, mas sem sucesso. O fracasso era em parte esperado face à oposição da Santoro Finance, de Isabel dos Santos, dizem os analistas, lembrando que o tempo para o banco encontrar uma solução começa a esgotar-se. É reflexo da "clara divergência entre accionistas sobre a estratégia futura" do banco, notam os especialistas. E, por isso, na próxima assembleia geral, a proposta de desblindagem de estatutos será discutida ao mesmo tempo que a solução para Angola.


O chumbo da proposta de cisão dos activos angolanos "é uma decisão em parte esperada face à oposição da Santoro Finance (18,6% do capital do banco) a essa proposta de cisão", refere o CaixaBI. É "clara a divergência entre accionistas sobre a estratégia futura" do banco, nota o Haitong, sublinhando que "os accionistas do BPI estão a ficar sem tempo para negociarem" uma solução.


"A data limite para a resolução da questão levantada pela ultrapassagem do limite dos grandes risco em Angola é 10 de Abril de 2016 pelo que se devem esperar desenvolvimentos em relação a este tema nas próximas semanas", nota o CaixaBI.


"Provavelmente [os accionistas do banco] irão discutir a desblindagem dos estatutos e uma solução para Angola ao mesmo tempo", diz o Haitong. E é para a desblindagem dos estatutos que os investidores estão a olhar, agora, o que explica a forte subida em bolsa das acções do banco no final da semana passada. "Sem a remoção do limite aos direitos de voto, o CaixaBank poderá, provavelmente, não estar interessado no BPI", nota o Haitong.

"Na nossa perspectiva, qualquer solução dependerá de um acordo entre o CaixaBank e Isabel dos Santos, que nos parece difícil neste momento, para dizer o mínimo", refere o mesmo banco de investimento, lembrando que a remoção do limite de 20% "requer um mínimo de 75% dos votos".


"Acreditamos que quanto mais tempo esta situação durar, mais repercussões negativas terá no foco estratégico e da gestão do BPI", sublinha o Haitong, que avalia as acções do BPI em um euro. O CaixaBI tem um preço-alvo de 1,20 euros.

O banco está a cotar nos 1,01 euros, a cair 0,88%.

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.




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