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EDP suporta integralmente reformas antecipadas; desvantagem face eléctricas espanholas

A Electricidade de Portugal (EDP) está em desvantagem face às congéneres espanholas, tendo de suportar na integra os custos relacionados com as reformas antecipadas, restando a via mais penosa dos despedimentos, diz o BPI.

Pedro Carvalho pc@mediafin.pt 17 de Fevereiro de 2003 às 10:04
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A Electricidade de Portugal (EDP) está em desvantagem face às congéneres espanholas, tendo de suportar na integra os custos relacionados com as reformas antecipadas, restando a via mais penosa dos despedimentos, diz o BPI.

A edição de hoje do «Público» avança que os lucros da EDP Distribuição terão totalizado 45,5 milhões de euros em 2002, abaixo dos 180 milhões de euros de 2001. Para o corrente ano, as previsões entregues à Entidade Reguladora do Sector Eléctrico (ERSE) apontam para uma quebra adicional para 28,1 milhões de euros.

Os custos com o pessoal estarão a ajudar à deterioração das contas da unidade de distribuição da eléctrica nacional. Segundo o mesmo órgão de informação, os custos com as reformas antecipadas em 2002 terão ficado em cerca de 100 milhões de euros, o que representa um aumento de 52% face a 2001.

Segundo uma nota diária do BPI, a eléctrica não terá conseguido compensar a quebra das tarifas através de reformas antecipadas, já que o regulador não consente que a EDP reflicta estes custos num aumento das tarifas a serem suportadas pelos clientes.

De acordo com mesma a casa de investimento, «a EDP está em clara desvantagem face às congéneres espanholas, já que terá de suportar sozinha os custos relacionados com as reformas antecipadas, enquanto as eléctricas espanholas contam com a comparticipação do Estado».

«A única forma da EDP reduzir pessoal, a um custo mais baixo, será através de despedimentos, uma medida socialmente menos aceitável», comenta a mesma fonte.

A Electricidade de Portugal (EDP) [EDP] que controla 100% da EDP Distribuição, cotava inalterada nos 1,53 euros.

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