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Espírito Santo recomenda «venda» para Jerónimo Martins com expectativa negativa de receitas

A Espírito Santo Research baixou a recomendação para os títulos da Jerónimo Martins, de «neutral» para «venda», tendo em conta a subida da cotação em Dezembro e a expectativa de quebra das vendas em 2,3% no quatro trimestre de 2003.

Bárbara Leite 07 de Janeiro de 2004 às 13:04
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A Espírito Santo Research baixou a recomendação para os títulos da Jerónimo Martins, de «neutral» para «venda», tendo em conta a subida da cotação em Dezembro e a expectativa de quebra das vendas em 2,3% no quatro trimestre de 2003.

A distribuidora nacional vai divulgar, amanhã, depois do fecho do mercado, as receitas relativas ao quarto trimestre de 2003, e por esta forma, o volume de negócios no conjunto do ano passado.

Em antecipação, a ESR estima que as vendas comparáveis da JM tenham caído 2,3% no quatro trimestre para os 871 milhões de euros, penalizado pela quebra das vendas em Portugal e pela desvalorização da moeda polaca zloty, uma vez que a JM está presente na Polónia.

No ano passado, e sem ter em conta o fecho de estabelecimentos do grupo, a Espírito Santo prevê uma quebra de 5,7% nas vendas em Portugal no quatro trimestre atingindo os 401 milhões de euros. Numa base pró-forma, essa quebra deverá situar-se nos 2,8% para os 583 milhões de euros.

A quebra das receitas em 2003, no nosso país, é explicada «pelo encerramento, no Verão, de quatro supermercados Pingo Doce e a diminuição das vendas no quatro trimestre face ao período homólogo», avança o research publicado hoje.

Para os hipermercados Feira Nova, a corretora estima um decréscimo de 1,7% nas vendas em 2003, «seguindo o impacto negativo das agressivas campanhas de Natal promovidas pela concorrência e a “performance” decepcionante do novo hipermercado de Odivelas inaugurado em Abril de 2003», de acordo com a mesma fonte.

«A única notícia positiva deverá vir das operações da Recheio, o que nos leva para uma quebra de 2,8% nas vendas no quarto trimestre da Jerónimo Martins em Portugal», destaca o estudo.

A Espírito Santo prevê que as vendas na Polónia, em moeda local, tenham subido 15,4% no último trimestre de 2003. Mas, com a conversão para euros, em resultado da desvalorização do zloty, as vendas, em euros, apresentarão, uma quebra de 1,3% para os 241 milhões de euros.

A moeda polaca apresentou uma quebra de 14,5% no período em análise.

Para 2003, a ESR estima, assim, que as vendas da JM caíam 13%, mas, proforma, vão subir 0,4% para os 3,342 mil milhões de euros.

No mês de Dezembro, a cotação da Jerónimo Martins valorizou 11,7%, comparado com o crescimento em 0,6% no índice que reúne as retalhistas europeias.

Tendo em conta, esta «performance» positiva e as notícias menos favoráveis para o grupo no quatro trimestre, a ESR «reduz a sua recomendação de "neutral" para "venda"», para os títulos da JM, conclui o estudo.

As acções da JM cotavam nos 10,23 euros, a descer 1,45%.

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