Research Goldman Sachs: CTG precisa de subir preço da OPA à EDP e pode enfrentar concorrência

Goldman Sachs: CTG precisa de subir preço da OPA à EDP e pode enfrentar concorrência

O Goldman Sachs considera que a contrapartida oferecida pela CTG para comprar a EDP “é baixa” e que a empresa terá de rever em alta a oferta. Além disso, no actual momento do sector energético poderá ser confrontada com ofertas concorrentes.
Goldman Sachs: CTG precisa de subir preço da OPA à EDP e pode enfrentar concorrência
Reuters
Sara Antunes 14 de maio de 2018 às 17:30

A China Three Gorges (CTG) lançou uma oferta pública de aquisição (OPA) sobre a EDP e ofereceu uma contrapartida de 3,26 euros por cada acção da eléctrica, o que representa um prémio inferior a 5% face ao valor de fecho das acções na última sexta-feira. Os analistas têm tido uma análise quase consensual, considerando o preço oferecido baixo. O Goldman Sachs junta-se assim ao coro.

 

"Dado o preço baixo (3,26 euros), o desconto relativo à compra que a CTG fez em 2011 (3,45 euros) e ao prémio baixo" face às avaliações dos analistas, "pensamos que a CTG precisa de aumentar a sua oferta, especialmente devido à necessidade de alteração dos estatutos", que actualmente estão limitados a 25% dos votos.

 

"Além disso, dado o interesse manifestado por múltiplas grandes utilities europeias (Engie, Gas Natural e Enel) acreditamos que pode haver uma oferta concorrente", adianta o Goldman Sachs numa nota a que o Negócios teve acesso. O banco de investimento recorda assim o interesse já manifestado por parte de algumas empresas que actuam neste sector nos últimos tempos.

 

O Goldman Sachs "não espera que o negócio esteja concluído muito antes do segundo trimestre de 2019", sobretudo devido às aprovações que o negócio precisa. É habitual as ofertas de aquisição terem de ser aprovadas por vários reguladores e governos. No caso da EDP e da EDP Renováveis, por actuarem num sector regulado e em vários países, a lista é particularmente extensa. São 15 entidades em oito países.


Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.




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