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Goldman Sachs dá potencial de valorização de 20% ao BCP

O banco de investimento subiu o preço-alvo do BCP para 21 cêntimos, acreditando que o banco irá reembolsar o empréstimo do Estado mais cedo que o previsto. Aumento de capital pode ser opção.

Bruno Simão/Negócios
Edgar Caetano edgarcaetano@negocios.pt 20 de Maio de 2014 às 16:05
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O Goldman Sachs reviu em alta o preço-alvo do BCP de 19 para 21 cêntimos, o que traduz um potencial de valorização superior a 20% face à cotação actual, de 17,35 cêntimos. A recomendação continua em "neutral", diz o banco numa análise em que procura simular um potencial aumento de capital no banco.

 

Em nota de análise a que o Negócios teve acesso, o Goldman Sachs explica a decisão de subir o preço-alvo com a expectativa de que haverá um reembolso "mais rápido do que era assumido" do empréstimo estatal, concedido através das obrigações de capital contingente (CoCo’s). Para o Goldman Sachs, isso significará uma melhoria da margem financeira e dos lucros, já que o banco reduziria a factura com os juros "caros" pagos pela ajuda estatal.

 

Para existir esse reembolso antecipado, o Goldman admite que o BCP poderá avaliar a hipótese de promover também um aumento de capital, depois de o BES ter anunciado essa intenção na última semana.

 

O BCP poderá decidir por uma opção "simples" com um aumento de capital no valor total da ajuda do Estado – três mil milhões de euros –, uma solução mais diluitiva para o valor das acções mas que aumentaria a visibilidade sobre os níveis de capital e impulsionaria os lucros ao eliminar o custo dos juros com as CoCo’s.

 

Em alternativa, o Goldman admite que o BCP possa fazer um aumento de capital num valor mais baixo, portanto uma operação menos diluitiva que permitiria o reembolso parcial da ajuda estatal. Essa opção está, contudo, sujeita a um maior "risco de execução", porque "uma elevada proporção da contribuição dos lucros será mais retardada, já que o banco ainda apresentou prejuízos no primeiro trimestre". Ainda assim, seria possível obter algum ganho com poupança de juros pagos ao Estado.

 

Com ou sem aumento de capital, o Goldman acredita, agora, num reembolso mais rápido do que o previsto da ajuda estatal. Esse é um dos factores que suportam a avaliação que o banco faz do BCP. Por outro lado, "um ressurgimento das tensões em torno da dívida soberana, a ausência de uma reforma dos impostos diferidos e uma recuperação económica mais lenta do que actualmente assumimos" são factores de risco.

 

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.

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