Research Goldman Sachs sobe preço-alvo da Jerónimo Martins para 15 euros

Goldman Sachs sobe preço-alvo da Jerónimo Martins para 15 euros

O maior crescimento em termos comparáveis no sector e óptimas perspectivas para os lucros. Esta é a análise do Goldman Sachs à Jerónimo Martins, que considera "um activo de elevada qualidade".
Goldman Sachs sobe preço-alvo da Jerónimo Martins para 15 euros
Miguel Baltazar/Negócios
André Tanque Jesus 01 de fevereiro de 2016 às 13:30

O Goldman Sachs reviu em alta o preço-alvo para a Jerónimo Martins de 11,40 euros para 15 euros e subiu a recomendação de "neutral" para "comprar". Uma avaliação que confere à retalhista nacional um potencial de valorização de 14,68% face à cotação actual de 13,08. O banco norte-americano destaca o desconto a que a Jerónimo Martins negoceia face aos pares do sector e aponta para a possibilidade de grande distribuição de dividendos.

"Um activo de elevada qualidade". Este é um dos vários elogios que o Goldman Sachs faz à Jerónimo Martins, ao longo de uma nota de análise divulgada a 29 de Janeiro. O banco norte-americano aponta que, na sua análise ao mercado europeu, a cotada liderada por Pedro Soares dos Santos "continua a ser uma das retalhistas alimentares de maior qualidade, em grande parte através da liderança no mercado de formato de desconto na Polónia".

A Jerónimo Martins terá mesmo registado em 2015 "o maior crescimento de volume em termos comparáveis", entre as cotadas do sector na Europa, diz o Goldman Sachs. Além disso, aponta o banco, "à medida que o seu modelo altamente gerador de capital regressa ao crescimento, prevemos que a Jerónimo Martins irá gerar 30% da sua capitalização de mercado em ‘free-cash-flows’ entre 2016 e 2020".

Os analistas defendem, por isso, que devido ao "historial de consistente alocação de excesso de capital através de dividendos extraordinários, acreditamos que os accionistas verão uma grande proporção deste valor". E não só estes factores justificam a aposta do Goldman Sachs na retalhista nacional, já que, actualmente, a Jerónimo Martins é a única empresa entre os pares que negoceia com desconto face à cotação média dos últimos cinco anos.

Mas a posição de domínio da cotada portuguesa deverá continuar. "Prevemos que os lucros da Jerónimo Martins irão crescer muito acima do sector", dizem os analistas da instituição norte-americana. Por isso, dizem, esse "será o factor-chave do desempenho da retalhista alimentar em 2016". Resumindo: "forte geração de capital, crescimento muito superior e, ainda assim, a única retalhista alimentar a negociar a desconto face à média dos últimos cinco anos", concluem.

Goldman Sachs estima lucros de 335,7 milhões em 2015

Apesar de o futuro traçado pela equipa de análise do banco norte-americano ser quase brilhante, o passado não fica atrás. O Goldman Sachs estima que os lucros da Jerónimo Martins tenham crescido 11,2% para 335,7 milhões de euros em 2015. Um ritmo que deverá acelerar até 2017, ano para o qual prevê um lucro de 441,8 milhões.

Já o EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) terá crescido de 727 milhões de euros para 793 milhões, antecipa o Goldman Sachs. Uma previsão mais optimista que a média do mercado, que aponta para 781 milhões. Por fim, o banco estima que as receitas tenham crescido 8,3% em 13.727 milhões de euros.

A apresentação de resultados referentes a 2015 da Jerónimo Martins está prevista para o próximo dia 2 de Março.

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.




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