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Há menos "research", o BPI é o que emite mais e a Galp Energia é a mais "seguida"

No espaço de pouco mais de um ano foram emitidas 596 notas de investimento sobre as cotadas portuguesas. Houve uma quebra. O BPI é o banco que emite mais "research", sendo a Galp Energia a eleita dos analistas.

1690 – BPI - O BPI, tal como o BCP, desceu na classificação, mas pouco. A instituição liderada por Fernando Ulrich desceu de 1.654 para a posição 1.690 na lista das maiores empresas do mundo da Forbes.
Bruno Simão
Paulo Moutinho 19 de Maio de 2016 às 19:00
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Por dia útil, são emitidos mais de duas notas de investimento sobre empresas da bolsa portuguesa. São, no total, quase 600 "research", um número que, ainda assim, representa uma quebra acentuada face aos anos anteriores. Há menos bancos a emitir, sendo que dos que o fazem ninguém bate o BPI: é o mais activo no mercado nacional. E das empresas do PSI-20, a maioria dos analistas dá recomendações para a Galp Energia.


"O número de recomendações, assim como o número de títulos cobertos, tem vindo a diminuir progressivamente ao longo do tempo", diz a CMVM. "No presente exercício [entre 1 de Outubro de 2014 e 30 de Setembro de 2015] foram identificadas 596 recomendações ao passo que no relatório anterior esse número ascendeu a 781", refere o Relatório Anual sobre a Actividade de Supervisão e Análise Financeira.


Há menos "research", nota o regulador. "Esta evolução não pode ser dissociada da saída do mercado nacional de empresas relevantes (BES, Brisa, Cimpor e ESFG) e da diminuição da cobertura efectuada por alguns intermediários financeiros (o Millenium IB deixou de acompanhar a análise de empresas nacionais no final de 2014)", diz a CMVM. "O BPI, depois da cessação da actividade de análise financeira pelo Millenium IB, passou a ser o intermediário financeiro com mais actividade (14,9% do total das recomendações)".


"Os analistas financeiros produziram recomendações de investimento sobre 25 emitentes, mas concentraram-se num reduzido número de empresas", nota a entidade liderada por Carlos Tavares. "A Galp Energia e a Jerónimo Martins mereceram maior atenção das casas de investimento (em conjunto, 29,5% do total de recomendações identificadas)", refere. 


"A concentração da actividade foi semelhante à verificada no período homólogo anterior no que respeita aos títulos alvo de cobertura", diz, notando que a "Galp Energia e a Jerónimo Martins, respectivamente com variações de +10,3 pontos percentuais e de +3,9 pontos percentuais, registaram os crescimentos mais expressivos face ao período anterior". Em sentido contrário, a EDP (-3,6 p.p.) e a Pharol (-4,1 p.p.) registaram as maiores diminuições" de cobertura. 

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