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Haitong: BCP pode precisar de até 3,9 mil milhões de euros adicionais

Os analistas do Haitong alertam para a necessidade de cobrir provisões, que poderão obrigar o BCP a reforçar o seu capital. As necessidades de capital adicional poderão oscilar entre 2,2 e 3,9 mil milhões.

6º Nuno Amado, 772 notícias - Voltou a ser um ano agitado para o BCP, justificando o facto de Nuno Amado ser o gestor mais citado no Negócios este ano, com uma média de mais de duas notícias por dia.
Bruno Simão
Patrícia Abreu pabreu@negocios.pt 13 de Julho de 2016 às 12:05
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O Haitong esmagou o preço-alvo do BCP de 0,10 para 0,02 euros, cortando ainda a recomendação para "neutral". O banco de investimento justifica a descida do "target" com o facto de o banco poder ser obrigado a reforçar o capital, para fazer face a provisões adicionais. Prevê necessidades adicionais de capital que podem chegar a 3,9 mil milhões.


O banco de investimento cortou o "target" em 80% para dois cêntimos por acção, uma avaliação que está abaixo da cotação (2,1 cêntimos). As preocupações em torno da necessidade de um eventual reforço de capital justificam as perspectivas mais pessimistas.


"Depois dos aumentos de capital do Popular e do Popolare, o BCE parece ter mudado a sua abordagem em relação a bancos com elevados ‘stocks’ de exposições problemáticas e níveis de cobertura baixos, o que acreditamos que poderia eventualmente incluir o BCP", explicam os analistas Carlos Cobo e Kamil Stolarski, numa nota divulgada esta quarta-feira, 13 de Julho.


Os especialistas acrescentam que o banco poderá ter que lidar com provisões que não estão acauteladas, "que juntamente com o reembolso das Coco’s ao Estado, podem representar uma necessidade de capital total para o BCP entre 2,2 e 3,9 mil milhões de euros".

Um montante que "excede um potencial aumento de capital de 1,4 mil milhões de euros", que o Haitong considera que já está descontado na cotação do BCP.


Há vários motivos que podem levar o BCP a ter que reforçar capital. Além das provisões no crédito, o Haitong refere ainda potenciais imparidades relacionadas com a conversão de créditos em francos suíços para zlotys na Polónia, ou o reembolso do empréstimo estatal.


Os analistas realçam que a exigência de maior capital por parte do BCE irá depender da regulação final na Polónia. Além disso, "o BCE pode estar à espera para ter mais visibilidade em relação ao sistema bancário português, incluindo a recapitalização da CGD e o processo de venda do Novo Banco", remata o mesmo "research".

As acções do BCP seguem a descer 1,85% para 2,12 cêntimos, com o banco a interromper uma série de quatro sessões de ganhos.

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro. 

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