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Haitong vê BPI a valer um euro se falhar OPA do CaixaBank

O banco de investimento que comprou o BESI reduziu o preço-alvo do BPI para 1,11 euros por título, alinhando-o com a oferta do CaixaBank na OPA. Mas alerta que o valor pode reduzir-se se a oferta cair.

Conta do BPI dá perto de zero
O BPI disponibiliza dois depósitos o 'DP Valor 4' e o 'DP Valor 6', consoante o número de produtos exigidos (domiciliação de ordenado, seguro de vida, entre outros). O prazo vai de 180 a 365 dias e a remuneração depende do valor investido, mas é de quase 0%. Para quem investir 50 mil euros, a um ano, é de 0,05% ou 0,15%.
Rafael Marchante/Reuters
Paulo Zacarias Gomes paulozgomes@negocios.pt 13 de Julho de 2016 às 12:13
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O banco de investimento Haitong estima um valor justo para o BPI de 1,01 euros por acção caso a oferta pública de aquisição (OPA) lançada pelo CaixaBank em Abril não seja bem sucedida, reflectindo as necessidades de provisionamento em Portugal e Angola (onde detém o BFA), a depreciação da moeda angolana kwanza e o aumento do custo de capital.


Numa nota divulgada esta quarta-feira, 13 de Julho, o banco reviu em baixa de 1,2 euros por acção para 1,11 euros, em linha com o valor proposto pelo CaixaBank (1,113 euros por título) na OPA. Mas refere que a formação deste preço inclui um efeito positivo de 10% impulsionado pela oferta pública em curso.


Sem essa oferta, o valor por acção ficaria nos 1,01 euros, 9,57% abaixo dos 1,117 com que encerrou a sessão desta terça-feira, 12 de Julho.

Os analistas do Haitong consideram que o CaixaBank pode rever a oferta em alta caso isso leve a bom porto as negociações em Angola (onde o BPI, com 50,1%, controla o BFA) com Isabel dos Santos (a segunda maior accionista do BPI). Mas referem que o cenário privilegiado pelos catalães é a compra dos activos do BPI em Portugal, sem a subsidiária angolana.


Esta quarta-feira o Negócios noticia o cenário privilegiado pelo grupo Violas, um dos accionistas do BPI, que aponta para uma fusão entre a CGD e o BFA em Angola. A proposta resolveria o problema angolano do BPI mas implicaria o fim da OPA, que vai a discussão na assembleia-geral de quarta-feira, 22 de Julho.


As previsões de lucro para a operação do banco em 2016 e 2017 foram revistas em baixa, numa redução média de 6%, esperando agora que o BPI encerre o próximo ano com lucros de 203 milhões de euros e 214 milhões no ano seguinte. Ambos os valores ficam abaixo dos 236 milhões registados em 2015.

A penalizar os resultados poderá estar um maior registo de provisões para lidar com créditos problemáticos e a perda de valor de activos em Angola devido ao baixo preço do petróleo e a incerteza no mercado europeu.

O Haitong aumentou ainda as previsões de custo de capital do banco liderado por Fernando Ulrich de 11,4% para 12%. "Isto leva em conta as ameaças à estabilidade financeira em Portugal e o aumento da incerteza económica perante a potencial saída do Reino Unido da União Europeia. (…) [E ainda] a deterioração do ambiente de operação em Angola devido aos baixos preços do petróleo", refere a nota.

As acções do BPI negoceiam inalteradas nos 1,12 euros.

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.

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