Research Haitong: Aumento de capital para reembolsar o Estado é “negativo” para o BCP

Haitong: Aumento de capital para reembolsar o Estado é “negativo” para o BCP

Os analistas do Haitong consideram ainda "improvável" que o BCP seja capaz de realizar um aumento de capital suficiente para reembolsar a ajuda estatal e absorver o Novo Banco, em simultâneo.
Haitong: Aumento de capital para reembolsar o Estado é “negativo” para o BCP
Bruno Simão/Negócios
Rita Faria 22 de março de 2016 às 09:52

A empresária angolana Isabel dos Santos poderá entrar no BCP numa operação de aumento de capital para reembolsar a ajuda estatal, como avança o Negócios na edição desta terça-feira, 22 de Março. Uma opção que, a confirmar-se, será "negativa" para o banco liderado por Nuno Amado, na opinião dos analistas do Haitong.

 

"De acordo com o Negócios, o BCP poderá estar a considerar um aumento de capital para reembolsar os CoCos. Este aumento poderá ser subscrito por Isabel dos Santos e outros investidores europeus", refere o Haitong numa nota de análise. A confirmar-se, acrescentam os analistas, "será negativo" para o BCP.

 

Isto porque, na opinião dos peritos do Haitong, um aumento de capital para reembolsar a ajuda do Estado "contrasta com os planos públicos do banco de fazê-lo com a geração orgânica de capital entre 2016 e início de 2017".

 

Segundo o plano que estará em cima da mesa, depois da liquidação dos CoCos, o BCP poderá posicionar-se como candidato alternativo à compra do Novo Banco. Algo que o Haitong considera "improvável".

 

"É improvável que o BCP consiga fazer um aumento de capital suficiente para reembolsar os CoCos e absorver o Novo Banco ao mesmo tempo", justifica a nota de research assinada por Carlos Cobo e Juan Carlos Calvo.

 

A opinião do Haitong leva em conta a situação financeira "delicada" da Sonangol devido à queda dos preços do petróleo e ao facto de o Sabadell ter feito, recentemente, uma aquisição "significativa" no Reino Unido. "Como consequência, o banco espanhol pode não estar interessado em investir novos capitais e recursos em Portugal, pelo menos por enquanto", concluem os analistas.

 

Depois de sete anos com uma das maiores accionistas do BPI, Isabel dos Santos está de saída do capital do banco no âmbito do acordo que está a ser ultimado com o CaixaBank. Poderá, de seguida, entrar no capital do BCP, ainda que o BCE deva colocar obstáculos por se tratar de uma pessoa "politicamente exposta".

 

As acções do BCP estão a desvalorizar 1,35% para 4,38 cêntimos.

 

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.




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