Trading HSBC já não recomenda "reduzir" Jerónimo Martins mas ainda prevê recuo da cotação

HSBC já não recomenda "reduzir" Jerónimo Martins mas ainda prevê recuo da cotação

As acções da Jerónimo Martins seguem a recuar, apesar da melhoria da recomendação atribuída pelo HSBC. Da Polónia, também podem vir boas notícias com um bónus para as crianças que aumenta o rendimento disponível das famílias.
HSBC já não recomenda "reduzir" Jerónimo Martins mas ainda prevê recuo da cotação
Diogo Cavaleiro 17 de abril de 2018 às 10:54

O HSBC melhorou a recomendação atribuída à Jerónimo Martins. Em vez de "reduzir", o banco de investimento atribui uma nota de "manter" à dona dos supermercados Pingo Doce.

 

Apesar da nova indicação, noticiada pela Bloomberg, o preço-alvo definido pelo analista Andrew Porteous é de 14 euros,  o que ainda prevê um potencial de desvalorização para a retalhista sob o comando de Pedro Soares dos Santos.

 

As acções da Jerónimo Martins iniciaram esta manhã a somar mais de 1%, mas mergulharam nas perdas, tal como o PSI-20. A empresa segue a recuar 0,42% para 14,28 euros. 
 

A dona dos supermercados portugueses Pingo Doce registou uma quebra de 35% dos lucros, que se fixaram em 385 milhões de euros em 2017. É este o valor que a cotada irá distribuir em dividendos aos accionistas. A 8 de Maio, os títulos deixarão de dar direito a esta remuneração.

Embora presente em Portugal, é nos supermercados polacos Biedronka que a Jerónimo tem a sua principal fonte de negócio. E aí há novidades.


A Bloomberg avançou ontem que o Governo polaco pretende criar um bónus de 300 zloty (72 euros) por ano a cada aluno que frequente a escola, num total de 1,4 mil milhões de zloty (336 milhões de euros, ao câmbio actual).

 

"Notícias positivas para a indústria de retalho alimentar, caso seja aprovado", constata o BPI Equity Research. Contudo, a casa de investimento adianta que o impacto será "substancialmente inferior" ao programa em que é pago um abono especial a partir do segundo filho.

 

Esse programa já em curso, que tem sido um motor de crescimento para o retalho alimentar, teve um impacto de 500 mil milhões de euros no rendimento disponível. Segundo o BPI, o novo subsídio terá um contributo de 330 milhões.

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.




pub