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HSBC sobe preço-alvo da PT para 10 euros ao reflectir possível dividendo extraordinário (act.)

O banco de investimento subiu o preço-alvo da operadora ao antecipar um dividendo extraordinário de dois euros por acção. O dividendo anual deverá permanecer inalterado.

Hugo Paula hugopaula@negocios.pt 22 de Setembro de 2010 às 08:34
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O HSBC subiu o preço-alvo da operadora de nove para 10 euros, porque a “realização do negócio da Vivo deve implicar um dividendo extraordinário” de dois euros por acção. A recomendação continua a ser “neutral” e reflecte um potencial de valorização de 5% das acções.


A venda da participação da PT na Vivo deverá ser encerrada no dia 30 de Setembro, sendo que irá ocorrer um primeiro pagamento de 4,5 mil milhões de euros no dia seguinte. Os restantes três mil milhões de euros, serão pagos pela Telefónica à PT, de forma faseada.

Os analistas avançam que o encaixe da operação poderá levar a uma revisão em alta da remuneração accionista e esperam um anúncio sobre a política de dividendos nas próximas duas a quatro semanas. Com a aquisição de uma participação na Oi, por 3,7 mil milhões de euros, restam 3,8 mil milhões de euros, que podem ser usados para abater dívida, distribuir aos accionistas e financiar o défice do fundo de pensões da PT.

A questão de 3,8 mil milhões de euros:

Os analistas assumem que a operadora vai aplicar a maior parte do valor que sobra da aquisição da Oi, em remuneração ao accionista, com o "rating" da dívida a permanecer inalterado e sem dar prioridade à redução do défice de pensões.

“Argumentámos no passado que a PT tinha de reduzir o défice de 1,2 mil milhões de euros no seu fundo de pensões, mas o CEO, Zeinal Bava, comentou depois que não seria eficiente” do ponto de vista fiscal, financiar a totalidade do défice. "Apesar de a PT ter o segundo maior défice de pensões das telecoms da Europa e um balanço agressivo, acreditamos que remuneração accionista será a sua principal prioridade".

Como a operadora pode manter um endividamento equivalente a entre duas e 2,5 vezes o EBITDA da operadora, assegurando o actual “rating” da sua dívida, os analistas antecipam que a operadora pode vir a distribuir um dividendo de dois euros por acção, que fica em linha com o limite superior das estimativas, referem a nota de investimento a que o Negócios teve acesso.

Os analistas acreditam, que a operadora portuguesa irá manter o endividamento equivalente a entre duas e 2,5 vezes o EBITDA, de forma a manter a classificação da dívida e antevêem

Além destes pressupostos, o banco de investimento assume a manutenção do dividendo actual, cuja taxa de retorno já representa um prémio face ao sector, refere a nota de investimento assinada pela equipa de analistas do HSBC.

As acções da Portugal Telecom descem 0,01% para 9,599 euros, com a operadora a negociar próxima de máximos de 2007, depois de já ter chegado a negociar nos 9,64 euros.



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