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Ibersecurities estima quebra de 37% nos lucros da PT; reitera «compra» (act.)

A Ibersecurities diz que os lucros da Portugal Telecom no primeiro semestre devem cair 37% para 127,7 milhões de euros. Apesar da melhoria dos resultados financeiros, a redução de pessoal ajudará a agravar as perdas extraordinárias para 210,7 milhões.

Pedro Carvalho pc@mediafin.pt 06 de Agosto de 2003 às 10:21
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A Ibersecurities diz que os lucros da Portugal Telecom no primeiro semestre devem cair 37% para 127,7 milhões de euros. Apesar da melhoria dos resultados financeiros, a redução de pessoal ajudará a agravar as perdas extraordinárias para 210,7 milhões.

Numa nota aos clientes emitida hoje, a casa de investimento espanhola reitera a recomendação de «compra» para as acções da Portugal Telecom (PT) [PTC], sugerindo um preço alvo de 7,35 euros, ou seja, um potencial de valorização de 24%.

A operadora nacional, nos últimos seis meses, perdeu 10,4% do seu valor em bolsa, enquanto o sector da telecomunicações na Europa, medido pelo índice Dow Jones Stoxx Telecom, aumentou 8,2%. A Ibersecurities defende que a PT deverá começar a negociar mais em linha com as congéneres na Europa.

Em relação às contas da PT, que deverão ser anunciadas na segunda semana de Setembro, a Ibersecurities diz que o EBITDA (lucros antes dos juros, impostos, depreciações e amortizações) deve ser de 1,04 mil milhões de euros, com a quebra homóloga de 7% a ser compensada por menores provisões, relacionadas com a evolução cambial.

«Os resultados financeiros devem melhorar consideravelmente, também favorecidos pela evolução cambial, e a beneficiarem de menores perdas com o método de equivalência patrimonial (a consolidação da Global Telecom dentro da Vivo, e bons resultados na MediTelecom em Marrocos)», comenta a corretora espanhola.

Os resultados financeiros terão contribuído negativamente em 19,1 milhões de euros nos lucros da PT, apesar de uma melhoria de 80,9%, enquanto os itens extraordinários, afectados pela redução de pessoal, devem reduzir os lucros em 210,7 milhões de euros.

A PT Comunicações (PTC), unidade de telefonia fixa do grupo liderado por Miguel Horta e Costa, deverá denotar uma quebra nas vendas de 6,4%, «a reflectir a situação económica e a substituição do fixo pelo móvel».

A facturação da Telecomunicações Móveis Nacionais (TMN) terá melhorado em 0,6%, «embora com o crescimento limitado pela contínua redução das tarifas».

As acções da PT negociavam em descida de 0,51% para 5,91 euros.

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