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Ibersecurities sobe preço-alvo da Portugal Telecom para 10 euros

A Ibersecurities aumentou o preço-alvo da Portugal Telecom de 9 para 10 euros por acção, revendo ainda as estimativas de resultados para a operadora de telecomunicações nacional, considerando que os títulos da empresa são uma «opção defensiva».

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 12 de Março de 2004 às 15:56
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A Ibersecurities aumentou o preço-alvo da Portugal Telecom de 9 para 10 euros por acção, revendo ainda as estimativas de resultados para a operadora de telecomunicações nacional, considerando que os títulos da empresa são uma «opção defensiva».

Numa nota de hoje a Ibersecurities diz que decidiu reavaliar as suas estimativas para a Portugal Telecom [PTC] depois da empresa ter apresentado os resultados de 2003.

A corretora espanhola reviu em alta as estimativas de crescimento do EBITDA, ou «cash-flow» operacional, da PT para 9,9%, entre 2003 e 2006, contra a anterior previsão de subida de 8,9%.

Esta revisão, explica a Ibersecurities, deve-se sobretudo ao negócio de telecomunicações móveis em Portugal, devido à menor pressão competitiva, ao Brasil, onde espera melhores resultados e à PT Multimédia, onde a TV Cabo apresenta um crescimento acima do esperado.

A Ibersecurities reviu ainda, mas agora em baixa, a previsão de capex, ou investimento de capital, da PT, em 8%, para o período entre 2004 a 2006, devido aos menores gastos previstos para a rede fixa e para a PT Multimédia.

Quanto à divida da empresa a corretora estima agora uma subida para 3,57 mil milhões de euros em 2004, contra os 3,12 mil milhões de euros do fim de 2003, mas baixou os custos com a dívida, que em 2003 se situou nos 5,4%.

«Apesar do potencial ser relativamente menor face a outros títulos do sector, reiteramos a nossa recomendação de compra, que é baseada no programa de recompra de acções», diz a nota da Ibersecurities.

A mesma fonte explica que a PT já tem 3,11% do capital em acções próprias, pelo que até ao final do ano terá de comprar mais 6,89% nos próximos nove meses, para cumprir assim o objectivo de alcançar os 10% antes do final do ano.

A Ibersecurities acredita que a PT tem capacidade para, em 2005, depois de terminado o programa de compra de acções, a empresa poderá aumentar os dividendos, estimando-o em 26 cêntimos, face ao exercício de 2004.

«Num cenário de consolidação do mercado nos próximos meses, acreditamos que a PT é uma opção defensiva, que todavia apresenta potencial de valorização e para a qual se esperam noticias positivas nos próximos trimestres», conclui a mesma nota.

As acções da PT seguiam a subir 0,11% para os 9,06 euros.

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