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Impresa e Jerónimo Martins negoceiam a desconto face ao mercado

Das quatro cotadas portuguesas que integram o índice MSCI Portuguese SmallCap, a Merril Lynch destaca a Impresa e a Jerónimo Martins como estando «a negociar a desconto face ao mercado». Em Agosto, as pequenas e médias empresas portuguesas e suecas aprese

Pedro Carvalho pc@mediafin.pt 08 de Setembro de 2005 às 10:57
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Das quatro cotadas portuguesas que integram o índice MSCI Portuguese SmallCap, a Merrill Lynch destaca a Impresa e a Jerónimo Martins como estando «a negociar a desconto face ao mercado». Em Agosto, as pequenas e médias empresas portuguesas e suecas apresentaram o pior desempenho no panorama europeu.

Em Agosto, segundo um relatório mensal da Merrill Lynch, as «small caps» europeias conseguiram um desempenho 2,1% acima dos ganhos registados pelas empresas de maior capitalização, uma situação que se repete pelo quarto mês consecutivo.

As cotadas norueguesas de pequena dimensão lideraram no panorama europeu com uma valorização média de 22,9%. Portugal e a Suécia apresentaram os piores registos em Agosto.

No mês passado, as quatro cotadas nacionais que integram o índice MSCI Portuguese SmallCap evidenciaram uma descida média de 1,3%.

A Impresa [IPR], a Jerónimo Martins [JMAR], a Sonaecom [SNC] e a Novabase [NBA] são as empresas que fazem parte do índice da Morgan Stanley Capital International (MSCI).

Neste período, a Novabase destacou-se com uma valorização de 3,9%, com a Merrill Lynch a justificar a subida com «as especulações de mercado de que a Portugal Telecom iria comprar a Novabase».

Para o banco de investimento norte-americano, a «Impresa e a Jerónimo Martins estão a negociar a desconto face ao mercado», após as quedas de mais de 2% registadas em Agosto. A empresa de «media» e a empresa de distribuição estão a cotar com um PER (rácio do preço sobre os lucros por acção) a rondar os 14x.

Para justificar o pior desempenho das cotadas portuguesas, a Merrill Lynch cita os dados macroeconómicos.

«O crescimento português, depois de ter sido mais forte do que o resto da Europa durante a década de 90, abrandou para menos de 1% e ficou aquém da Europa nos últimos dois anos», uma situação que a Merrill Lynch prevê que se repita em 2006.

As acções da Impresa valorizavam 0,18% para os 5,43 euros, a Novabase caía 0,49% para os 6,14 euros, a Jerónimo Martins perdia 0,84% para 11,75 euros e a Sonaecom desvalorizava 0,29% a cotar nos 3,40 euros.

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