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Investigação da AdC deve ter justificado cancelamento do acordo entre Galp e Sonae

Os analistas do BPI acreditam que a longa investigação feita pela Autoridade da Concorrência (AdC) pode ter estado por trás do cancelamento do acordo entre a Galp Energia e a Sonae Distribuição para a compra dos postos de abastecimento do Carrefour. O banco acredita que esta notícia terá um impacto "neutral" na petrolífera e um impacto "neutral a negativo" na Sonae.

Raquel Godinho rgodinho@negocios.pt 16 de Janeiro de 2009 às 11:13
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Os analistas do BPI acreditam que a longa investigação feita pela Autoridade da Concorrência (AdC) pode ter estado por trás do cancelamento do acordo entre a Galp Energia e a Sonae Distribuição para a compra dos postos de abastecimento do Carrefour. O banco acredita que esta notícia terá um impacto “neutral” na petrolífera e um impacto “neutral a negativo” na Sonae.

Ontem, a instituição liderada por Manuel Sebastião informou em comunicado que a Galp desistiu de ficar com os oito postos de combustíveis que a Sonae tinha “herdado” da compra do Carrefour.

Em Fevereiro do ano passado, a Sonae Distribuição acordou com a empresa liderada por Ferreira de Oliveira ceder a exploração dos oito postos de combustíveis "herdados" da compra do Carrefour. O valor do negócio nunca chegou a ser revelado. Posteriormente, em Agosto, a AdC decidiu avançar para uma investigação aprofundada sobre este negócio.

A equipa de “research” do BPI qualifica esta notícia de “neutral a negativa” para a Sonae, pois defendia o acordo “considerando a falta de experiência da Sonae Distribuição no negócio de retalho dos combustíveis que adquiriu na sequência da compra dos activos do Carrefour em Portugal”.

“Além disso, acreditamos que o longo processo de investigação da Autoridade da Concorrência pode ter estado por trás do cancelamento deste acordo”, acrescentam os especialistas do BPI.

Para a Galp, o banco de investimento antecipa um impacto “neutral”, pois “este não representaria um acordo material” para a empresa. “Lembramos que foi requerido recentemente à Galp pela União Europeia que venda 132 estações de serviço em Portugal juntamente com outros activos como consequência da aquisição das estações de serviço da Esso”, frisam os analistas do BPI.

O BPI recomenda “comprar” as acções da Galp Energia e da Sonae SGPS, avaliando os títulos em 9,60 euros e 1,05 euros, respectivamente.

O Espírito Santo Research (ESR) também considera esta notícia “neutral” para a Galp. “As oito estações de serviço que seriam adquiridas à Sonae representariam um pequeno aumento no número de estações de serviço da Galp (menos de 1%), mas a média de vendas por estação de serviço destas oito estações deveria ser muito mais elevada do que a média, dadas as boas localizações e os preços habitualmente mais baratos”, avança o ESR.

O banco de investimento atribui um “rating” de “comprar” à petrolífera e um preço-alvo de 12,60 euros.

Na sessão de hoje, a Galp Energia depreciava 0,32% para os 7,695 euros, enquanto a Sonae SGPS avançava 3,51% para os 0,502 euros.

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