Research Investimento: 2014 será o ano de procurar novas fontes de rendimento

Investimento: 2014 será o ano de procurar novas fontes de rendimento

Para manterem o potencial de ganhos e limitarem o risco de as subidas de juros nos mercados desenvolvidos pressionarem o valor das carteiras de obrigações, os investidores devem procurar novos destinos para as suas aplicações. Mercados emergentes, acções com dividendos e diversificação são as escolhas da Pictet e da Pioneer.
Investimento: 2014 será o ano de procurar novas fontes de rendimento
Bloomberg
Hugo Paula 29 de novembro de 2013 às 20:08

Os activos de risco, os mercados emergentes, a dívida com taxas implícitas mais elevadas e aplicações em divisas estrangeiras não devem assustar os investidores que estão a refazer as suas carteiras de investimento para o médio prazo, sublinham a Pictet e a Pioneer Investments, cujas estratégias foram apresentadas durante a conferência promovida esta sexta-feira pelo Banco BiG, sob o tema "Desafios e perspectivas de investimento para 2014".

 

Uma vez que a perspectiva de subida das taxas de referência nos mercados desenvolvidos ameaça o valor das obrigações com classificações de crédito mais elevadas, Tiago Vaz da Pictet e Teresa Mollins explicaram as estratégias das respectivas gestoras para o médio prazo.

 

"O investimento em empresas de qualidade, que pagam dividendos, oferecem um rendimento esperado maior do que o das obrigações", soberanas ou de dívida corporativa, com melhor qualidade de crédito, salientou a vice-presidente da Pioneer. Nesse sentido, esta categoria de activos está a ser incluída nas carteiras de investimento da gestora, que tem como objectivo preservar o capital sob gestão.

 

Tiago Vaz concorda e lembra que, nos mercados emergentes, o rácio de resultados destinado ao pagamento de dividendos tende a corresponder a uma percentagem menor dos resultados apurados. "Isto quer dizer que, num ano em que seja necessário aumentar o investimento, por exemplo, a empresa terá menor necessidade de alterar a política de remuneração accionista."

 

As obrigações com taxas implícitas mais elevadas também estão no radar da Pictet, comentou Tiago Vaz, que é responsável da gestora para Portugal e o Brasil. Isto porque a contracção do crédito na banca “tem empurrado muitas empresas para o mercado de capitais. Este tipo de tendência tem tornado o mercado de ‘high yield’ na Europa relativamente interessante”, afiançou.

 

Nos mercados emergentes, a gestora tem uma preferência por aplicações em moeda local, disse ainda Tiago Vaz, salvaguardando que esta opção aumenta o risco das aplicações. "O potencial de apreciação das moedas dos emergentes, neste processo de reajustamento [económico], pode ter um impacto positivo no rendimento dos activos”, resumiu.

 

Acções diminuem o risco de perda de capital

 

Teresa Mollins lembrou ainda que o investimento em acções diminui o risco da perda de valor em carteira, notando que a diversificação das aplicações tende a reduzir o risco das carteiras de investimento.

 

A combinação de títulos com risco, como as acções que pagam dividendos e obrigações, é particularmente atractiva porque aumenta o rendimento potencial da carteira. Por outro lado, num ambiente em que as obrigações com maior qualidade crédito transaccionam a preços elevados, a aplicação em acções diminui o risco da perda de capital.

 

A rendibilidade da carteira também beneficia. "É claro que teremos maior rendimento esperado de dividendos do que com juros das obrigações", atalhou a vice-presidente da Pioneer.

 

A diversificação é outro dos benefícios da aplicação de capital em fundos de investimento. Num esforço de "procurar valor em novas áreas", os gestores de fundos da Pioneer vendem opções de compra de acções em períodos em que não antecipam subidas acentuadas das acções.




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