Research JM: Travão polaco à subida dos preços é "virtualmente impossível"

JM: Travão polaco à subida dos preços é "virtualmente impossível"

O Haitong diz que a intenção do governo polaco de travar a subida dos preços por causa da nova taxa será fracassada. Recorda a elevada volatilidade no sector, pelo que não há impacto para a Jerónimo Martins.
JM: Travão polaco à subida dos preços é "virtualmente impossível"
Miguel Baltazar/Negócios
Paulo Moutinho 27 de janeiro de 2016 às 09:29

A Polónia já revelou a taxa para o retalho. Os custos adicionais com este imposto não são tão elevados quanto o previsto, mas as empresas procurarão passá-los para os consumidores. Algo que o governo pretende travar, mas será difícil. O Haitong diz, numa nota de investimento para a Jerónimo Martins, que será "virtualmente impossível" evitar que os aumentos dos preços aconteçam.


Depois de anunciar as taxas a aplicar às retalhistas, o executivo polaco deixou o recado: "não podemos permitir que as retalhistas passem os custos deste imposto para os clientes". E acrescentou que "irá actuar" caso isso seja uma realidade, mas "pensamos que é virtualmente impossível para o governo regular os preços dos retalhistas", diz o Haitong. Neste sentido, o impacto para a Jerónimo Martins, dona da Biedronka, é "neutral". O banco avalia-a em 13,10 euros, 8,2% acima dos actuais 12,105 euros


"Temos vindo a seguir os inquéritos de preços há mais de cinco anos e a volatilidade mensal é bastante elevada em todos os retalhistas", diz o banco de investimento. "Por exemplo, em 2015 os preços das três maiores retalhistas variaram entre -3,5% em Agosto e +1,6% em Maio", nota. "Deverá ser impossível ao governo concluir se qualquer aumento de preço foi resultante da taxa ou da volatilidade típica", remata.


O Haitong arrasa o sucesso da supervisão do governo aos preços, mas diz que o ponto fulcral será a concorrência entre os retalhistas. "Na nossa perspectiva, a maioria dos retalhistas não terá alternativa à subida dos preços já que a rentabilidade é, actualmente, baixa e não conseguem suportar um imposto extra", diz o banco. Mas como a taxa não é muito discriminatória para as grandes retalhistas, "será mais fácil à Biedronka subir preços".


O Executivo vai impor uma taxa de 0,7% sobre as vendas das retalhistas entre 1,5 milhões de zlotys (335,6 mil de euros) e 300 milhões de zlotys (67,1 milhões de euros) por mês, e de 1,3% sobre as que ultrapassem os 300 milhões de zlotys/mês. Será ainda adoptada uma taxa de 1,9% para as vendas feitas aos sábados, domingos e feriados. "A discriminação entre as grandes retalhistas parece-nos limitada", refere o Haitong.

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.




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