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JP Morgan corta estimativa de lucros e receitas da Brisa em 3%

A deterioração da situação económica em Portugal, o abrandamento do tráfego , a subida do petróleo e do IVA levaram a JP Morgan a baixar o preço-alvo, a recomendação e a estimativa de lucros e receitas deste ano em 3% para a Brisa.

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 26 de Julho de 2002 às 16:08
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A deterioração da situação económica em Portugal, o abrandamento do tráfego , a subida do petróleo e do IVA levaram a JP Morgan a baixar o preço-alvo, a recomendação e a estimativa de lucros e receitas deste ano em 3% para a Brisa.

Numa nota de «research» de ontem, a JP Morgan diz que o abrandamento da economia nacional é o principal responsável pelo crescimento abaixo do esperado nas receitas de tráfego nas auto-estradas da Brisa.

A subida de 10% no preço do petróleo e o aumento do IVA para 19% também estão a penalizar a companhia liderada por Vasco de Mello, considera a JP Morgan.

A JP Morgan cortou, pela primeira vês desde que acompanha a empresa, a recomendação da Brisa de «compra» para «market perform», descendo o preço alvo para 5,9 euros.

Face a este cenário a JP Morgan reviu também em baixa as estimativas de resultados da Brisa até 2004, cortando de 14 para 11% a previsão de crescimento das receitas este ano.

Segundo a mesma fonte, os lucros ajustados da Brisa este ano deverão ser de 233milhões de euros, também 3% abaixo das previsões, enquanto o EBITDA deverá ficar nos 392 milhões de euros, 4% menos que a anterior estimativa.

As projecções de lucros para 2003 e 2004 também foram revistas em baixa em 5%, enquanto as estimativas de receitas foram cortadas em 6%.

Depois de a Brisa ter revisto a previsão de crescimento das receitas deste ano para 10%, foram já vários os bancos de investimento a reverem as suas previsões para a empresa.

A Brisa seguia a descer 2,16% para os 4,98 euros, cotando abaixo dos 5 euros pela primeira vez desde Fevereiro de 2002.

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