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JP Morgan sobe preço-alvo da PT para 8,70 euros

A JP Morgan reviu hoje em alta o preço-alvo da Portugal Telecom dos anteriores 8,50 euros para os 8,70 euros, tendo também aumentado a recomendação para os títulos da maior operadora de telecomunicações portuguesa de «underweight» para «neutral». A corret

Ana Filipa Rego arego@negocios.pt 09 de Agosto de 2005 às 12:16
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A JP Morgan reviu hoje em alta o preço-alvo da Portugal Telecom dos anteriores 8,50 euros para os 8,70 euros, tendo também aumentado a recomendação para os títulos da maior operadora de telecomunicações portuguesa de «underweight» para «neutral». A corretora explica que a avaliação relativa da empresa com o restante sector é agora «mais razoável».

«Já não recomendamos ‘underweight’ para os títulos da PT», porque o facto da empresa ter uma evolução da sua cotação cerca de 14% abaixo da média do sector desde o início do ano «significa que a avaliação relativa é mais razoável (em linha com o sector em termos de Valor da Empresa/EBITDA e Price Earnings Ratio) e o «dividend yield» deverá ter suporte nos 5%», explica a JP Morgan numa nota diária de análise.

Acrescenta que acredita que o risco operacional «ficou incorporado na sequência do ‘profit warning’ da PT e da redução das margens da Vivo no segundo trimestre».

Há melhor retorno noutras empresas

No entanto, a casa de investimento não recomenda ainda «overweight» porque as estimativas para as receitas e para os ganhos por acção «estão abaixo da média do sector de telecomunicações», acreditando que «há melhor retorno de dinheiro noutras empresas».

A análise sublinha ainda que o risco nos lucros permanece com níveis de competitividade «intensos não mostrando sinais de abrandamento».

Relativamente aos catalisadores a curto prazo, estes incluem, segundo a JP Morgan, avaliações em alta às estimativas consensuais baseadas na recuperação do câmbio real/euro em 21%, a melhoria do dividendo relativo a 2005 (uma subida de 10% para 0,39 euros por acção) e a recuperação das margens da Vivo no Brasil no terceiro trimestre de 2003.

Revê em alta estimativas de receitas e EBITDA

A JP Morgan reviu ainda em alta estimativas para os próximos dois anos, esperando um crescimento nas receitas de 4,8% (em 2005) e de 5,7% (em 2006). O EBITDA deverá crescer 1,8% e 2,5% em 2005 e 2006 devido à valorização do real que tem impacto na Vivo, a «joint-venture» da PT com a Telefónica para o Brasl.

Por outro lado, a subida da depreciação e o custo da dívida fazem prever uma queda nos ganhos ajustados de 8,6% e de 6,7% em 2005 e 2006, respectivamente.

A Portugal Telecom já caiu 12,31% desde o início do ano numa desvalorização despoletada, em grande parte, pelo «profit warning» da TMN.

A maior operadora de telecomunicações portuguesa caiu mais de 6% depois desta revisão em baixa e que motivou uma «chuva» de recomendações em baixa de analistas, sobretudo internacionais.

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