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JPMorgan aponta três razões para comprar acções da Jerónimo Martins

O JPMorgan assume que está bem mais optimista que o mercado para a evolução da Jerónimo Martins, justificando a sua posição com três factores. O novo preço-alvo representa um potencial de valorização de 17%.

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 27 de Outubro de 2009 às 10:51
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O JPMorgan assume que está bem mais optimista que o mercado para a evolução da Jerónimo Martins, justificando a sua posição com três factores. O novo preço-alvo representa um potencial de valorização de 17%.

O JPMorgan elevou o preço-alvo da Jerónimo Martins de 5,50 para 7,00 euros, atribuindo à empresa uma recomendação de “overweight”.

No “research” o banco de investimento adianta as suas previsões para os resultados da Jerónimo Martins, em 2009 e 2010, estão entre 12 a 20% acima das do mercado, recomendado comprar acções da empresa devido a três razões.

A primeira diz respeito ao impacto positivo nas margens e nas vendas das lojas Plus compradas na Polónia; a segunda tem a ver com o crescimento comparável das vendas no Pingo Doce e a terceira diz respeito à capacidade da empresa em reduzir de forma agressiva a sua dívida, que representa cerca de metade do desvio positivo das suas previsões de resultados face ao mercado.

A casa de investimento concretiza que as lojas Plus na Polónia vão providenciar à Biedronka um crescimento de 23% no seu espaço comercial, bem como uma melhoria na margem EBITDA de 6,9% para 7,1%.

Ao nível da dívida, o JPMorgan estima que a empresa liderada por Luís Palha reduza o “gearing” de 90% em 2008 para 75% em 2009, em resultado dos ganhos de capital e redução do investimento. “Esta dinâmica, em conjunto com a descida do custo da dívida, vai levar a uma melhoria de 6% do lucro por acção”, refere a mesma fonte.

O JPMorgan assinala que apesar de ter duplicado de valor desde Fevereiro, as acções da Jerónimo Martins ainda transaccionam com um PER que representa um desconto de 25% face às pares de mercados emergentes.

O banco estima uma criação de valor de 0,67 euros por acção, por ano, ao longo dos próximos seis anos, tendo em conta apenas a unidade polaca Biedronka.

As acções da Jerónimo Martins estão a reagir em forte alta a este “research”. Num dia negativo em Lisboa, as acções sobem 4,04% para 6,109 euros.



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