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Lehman Brothers recomenda vender PT na OPA da Sonaecom

A Lehman Brothers recomenda aos accionistas da Portugal Telecom que vendam os seus títulos na oferta pública de aquisição (OPA) da Sonaecom. A casa de investimento justifica a sua posição com o facto de acreditar que os títulos da operadora irão ficar sob

Paulo Moutinho 28 de Fevereiro de 2007 às 15:48
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A Lehman Brothers recomenda aos accionistas da Portugal Telecom que vendam os seus títulos da empresa. A casa de investimento justifica a sua posição com o facto de acreditar que os títulos da operadora irão ficar sob pressão, caso a oferta da empresa liderada por Paulo Azevedo não seja bem sucedida.

Numa nota enviada a clientes, a Lehman Brothers, a casa de investimento internacional que tem avaliação mais baixa para a PT, de 7,40 euros, e uma recomendação de "underweight", afirma que o "valor fundamental da PT está significativamente abaixo da actual cotação da empresa e que os riscos permanecem no sentido da queda, caso a oferta da Sonaecom falhe".

Como tal, a casa de investimento "recomenda a venda das acções da PT" no âmbito da OPA lançada pela Sonaecom, e cujo preço da oferta foi revisto em alta recentemente para os 10,50 euros por acção.

O banco salienta que a assembleia geral da operadora, agendada para esta sexta-feira, onde será votada a proposta da Sonaecom de ser removido o limite de 10% dos direitos de voto na PT, é decisiva para o futuro da OPA.

Para que a OPA passe na AG é necessário que a Sonaecom obtenha o apoio de dois terços do capital presente na reunião magna. A Lehman Brothers afirma que até à data, "uma significativa proporção dos accionistas da PT revelou-se contra a OPA da Sonaecom".

A expectativa da casa de investimento é a de que a votação na reunião de accionistas deverá ser "equilibrada", mas não arrisca qual o cenário que sairá da assembleia geral da operadora.

Caso passe na AG, a Sonaecom terá depois de aguardar pelo fim do prazo de aceitação da oferta, 9 de Março, e pela sessão especial de bolsa onde serão apurados os resultados da oferta, sendo que para que a operação seja bem sucedida Paulo Azevedo terá que conseguir 50% mais uma acção da PT.

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