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Lisbon Brokers reduz preço alvo da Galp com perspectivas de resultados pouco brilhantes

A Galp Energia vai apresentar resultados quarta-feira, depois do fecho da sessão, e as estimativas do Lisbon Brokers não apontam para valores nada brilhantes . O corte nas previsões do banco de investimento levou a uma redução do preço-alvo para a petrolífera em 18,8%, para os 16 euros.

Lara Rosa lararosa@negocios.pt 04 de Agosto de 2008 às 11:10
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A Galp Energia vai apresentar resultados quarta-feira, depois do fecho da sessão, e as estimativas do Lisbon Brokers não apontam para valores nada brilhantes . O corte nas previsões do banco de investimento levou a uma redução do preço-alvo para a petrolífera em 18,8%, para os 16 euros.

A Lisbon Brokers reviu em baixa o preço-alvo para os títulos da Galp Energia, dos 19 euros para os 16 euros por acção, o que confere ainda à empresa um potencial de valorização de cerca de 37% face ao preço a que estavam à pouco a ser negociadas as acções (11,66 euros). O banco de investimento manteve a sua recomendação de “forte compra”.

A analista Sara Amaral, da Lisbon Brokers, prevê um aumento de 11,6% nas receitas no primeiro semestre para os 6,5 mil milhões de euros, e uma redução de 10,7% no EBITDA para os 429,5 milhões de euros. Os lucros deverão ter caído 37,3% para 178,8 milhões de euros.

A produção média na exploração de petróleo da Galp deverá ter decrescido 8,3% para os 15.500 barris diários, no segundo trimestre de 2008. Esta unidade deverá ter registado um crescimento de 36% no EBITDA para os 108,8 milhões de euros, enquanto a actividade de refinação e marketing deverá ter alcançado os 110,2 milhões de euros, o que corresponde a uma redução de 59,5%.

O banco de investimento comenta ainda as notícias referentes à italiana Eni, que assumiu não querer ficar com a posição de 33% no capital da Galp Energia. A companhia italiana disse, na quinta-feira, que ou passa a ter controlo completo da petrolífera portuguesa, ou então vende a participação que detém.

A analista Sara Amaral considera ainda que a aprovação pelo Conselho de Ministros de uma nova fase de privatização da Galp Energia, através da emissão de obrigações convertíveis em acções representativas de até 7% do capital da empresa, “deverá aumentar a componente especulativa das acções”. A decisão foi anunciada pelo Governo na quinta-feira.

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