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Mais-valia com venda da Repower "indispensável" para manter estrutura financeira da Martifer sustentável

O Caixa BI considera que a mais-valia com a venda da Repower à Suzlon, por parte da Martifer, é "indispensável" para a empresa manter a estrutura financeira sustentável e para financiar projectos de investimento. Quanto aos resultados ontem apresentados pela empresa, os analistas do CaixaBI e do BPI destacam o bom desempenho da divisão de construções metálicas, apesar dos números terem saído abaixo das expectativas.

Patrícia Abreu pabreu@negocios.pt 29 de Maio de 2009 às 10:23
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O Caixa BI considera que a mais-valia com a venda da Repower à Suzlon, por parte da Martifer, é “indispensável” para a empresa manter a estrutura financeira sustentável e para financiar projectos de investimento. Quanto aos resultados ontem apresentados pela empresa, os analistas do CaixaBI e do BPI destacam o bom desempenho da divisão de construções metálicas, apesar dos números terem saído abaixo das expectativas.

A Martifer anunciou que recebeu ontem metade do valor em falta referente à venda da posição na Repower, sendo que a outra parte será paga pela Suzlon no próximo dia 5 de Junho. Nos resultados do segundo trimestre a empresa vai contabilizar uma mais-valia de 161 milhões de euros.

Também ontem, a empresa de estruturas metálicas reportou uma queda de 80% do resultado líquido nos três primeiros meses de 2009, para fixar-se em 100 mil euros, contra 500 mil no período homólogo do ano passado.

Quanto ao acordo alcançado com a Suzlon, a analista do Caixa BI Teresa Caldeira considera um “desfecho favorável para o processo”. “Sublinhamos que a dívida líquida do grupo no final de Março ascendia a 666 milhões de euros e que este recebimento é indispensável não só para a manutenção de uma estrutura financeira sustentável no médio prazo, mas para suportar o plano de investimentos que o grupo anunciou com a divulgação dos resultados de 2008”, adiantou o banco de investimento.

Também os analistas do BPI consideram que este acordo tem impacto “positivo” para a Martifer, sobretudo depois do mercado “ter mostrado algumas preocupações quanto à capacidade da Suzlon para pagar esta tranche final”.

No que diz respeito aos resultados, Teresa Caldeira realçou que “em termos gerais, os resultados foram interessantes, sendo de sublinhar a visibilidade crescente dos equipamentos de energia”. Ainda assim, a analista, que avalia as acções da empresa em 4,30 euros e recomenda “comprar”, destaca que “a divisão de construção apresentou uma performance mais limitada”.

Já os analistas do BPI destacaram, pela positiva a margem de EBITDA das construções metálicas, que superaram as estimativas do banco de investimento, com o impacto dos menores preços de materiais de construção.

Pela negativa, o BPI sublinha o segmento de bio-combustíveis, cujas receitas ficaram 28% abaixo das expectativas, ao atingirem os 66,4 milhões de euros.

"Apesar dos desvios negativos face às nossas estimativas, vemos estes resultados como 'neutral', dado o facto de alguns importantes desvios virem de mudanças nas regras de contabilidade, custos de lançamento de negócios, ou, no caso dos bocombustíveis, é esperada uma melhoria este ano", refere a nota de "research" do banco.

O BPI as acções da Martifer em 5,60 euros, com uma recomendação de “comprar”.

As acções da Martifer seguiam a cair 1,36% para 3,63 euros.

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