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Millenium reinicia cobertura da EDP com um preço-alvo de 4 euros (act.)

O Millennium bcp investimento reiniciou a cobertura das acções da Energias de Portugal (EDP) que estabelece um preço-alvo 4,00 euros, um valor 2% abaixo do valor actual das acções, o que faz com que a recomendação da casa de investimento seja de "vender".

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 08 de Março de 2007 às 11:36
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O Millennium bcp investimento reiniciou a cobertura das acções da Energias de Portugal (EDP) com um preço-alvo 4 euros, um valor 2% abaixo do valor actual das acções, o que faz com que a recomendação da casa de investimento seja de "vender".

"Reiniciámos a cobertura da EDP com um preço alvo de 4,00 euros" e dado o potencial de desvalorização de cerca de 4% face ao preço do serctor "a recomendação é de reduzir". As acções da EDP seguiam a perder 0,98% para os 4,05 euros. Considerando o valor das acções da eléctrica no fecho da sessão de ontem, o potencial de queda face ao preço-alvo do Millenium é de 2,2%.

"No entanto, a recente evolução do preço não nos surpreendeu, uma vez que a consolidação do sector eléctrico continua presente. Adicionalmente, esta tendência torna-se particularmente relevante num contexto em que a expansão dos grupos do sector não está confinada às fronteiras do seu país e em que se revelam relativamente pouco sensíveis aos preços", de acordo com a nota divulgada hoje pelo Millennium.

Participação do Estado afasta EDP de movimentos de consolidação

O analista Pedro Mendes realça que a eléctrica nacional tem estado afastada dos movimentos de consolidação devido à participação que o Estado detém na empresa (directa e indirectamente).

O analista diz que não estão "convencidos que possam surgir sinergias extraordinárias destas fusões (principalmente entre empresas distantes geograficamente) e acreditamos que os riscos regulatórios aumentam nos casos em que os ‘players’ estrangeiros detêm activos eléctricos domésticos", mas "a verdade é que parece haver uma atracção especial para movimentos de consolidação".

A posição do Estado fará com que "qualquer movimento de consolidação que envolva a EDP terá de ter a concordância" do Governo.

EDP com um dos "mixs" de activos mais interessantes na ibéria

O Millennium bcp considera que o que torna a eléctrica nacional atractiva é o "mix" de activos da EDP, um dos "mais interessantes a nível das eléctricas ibéricas".

"Em termos relativos, é a eléctrica onde as hídricas têm um maior peso, e a segunda em termos de regime especial. No regime especial, salientamos o facto que a EDP tem um dos pipelines mais agressivos a nível de energia eólica".

A casa de investimento realça os projectos de "reforço de capacidade de produção de 1,343 Mega watts (MW) e novas hídricas que totalizam 1,519MW", segundo a nota de "research" onde o analistas acrescenta que "isto representa um aumento de 70% na actual capacidade hídrica da EDP".

Em relação ao CO2, o analista Pedro Mendes diz que "apesar de ser verdade que a EDP tem uma exposição negativa nos próximos anos, acreditamos firmemente que o ‘portfolio’ de geração da EDP irá permitir à EDP beneficiar do CO2".

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