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Parceria entre a Petrobrás e a Galp Energia é "potencialmente positiva"

A possibilidade de parceria entre a Galp Energia e a Petrobras para vender gasóleo na Europa, através das infra-estruturas da Galp, em Portugal, é "potencialmente positiva" para a petrolífera portuguesa, segundo os analistas, que referem também o ângulo especulativo dos títulos.

Hugo Paula hugopaula@negocios.pt 13 de Janeiro de 2010 às 11:05
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A possibilidade de parceria entre a Galp Energia e a Petrobras para vender gasóleo na Europa, através das infra-estruturas da Galp, em Portugal, é “potencialmente positiva” para a petrolífera portuguesa, segundo os analistas, que referem também o ângulo especulativo dos títulos.

A possibilidade de vender gasóleo na Europa “poderia ser uma boa oportunidade para a Galp, no longo prazo”, segundo os analistas do Espírito Santo Equity Research (ESER), que referem actualmente há “excesso de capacidade no mercado de refinados europeu”.

No entanto, os analistas crêem que esta parceria só começaria a partir de 2015, “quando os poços do pré-sal começarem a produzir a um nível significativo e a nova capacidade de refinação começar a chegar do Brasil”, avançam os analistas, que esperam que por essa altura “o mercado de produtos refinados possa estar em melhor forma”.

Entrada da Petrobrás no capital Galp oferece ângulo especulativo “gratuitamente”

Referindo-se à possibilidade de entrada da Petrobrás na Galp, os mesmos analistas reiteram que “este é um cenário que faria sentido mas provavelmente as negociações entre todas as partes envolvidas ainda deverão levar algum tempo”. Se a ENI quiser vender a sua posição na Galp, a petrolífera estatal brasileira, pode ser um dos principais concorrentes, “embora este negócio deva atrair muito interesse”.


O acordo parassocial entre os accionistas da Galp Energia deverá terminar este ano, pelo que é de esperar que haja mais notícias relativas à estrutura de capital da petrolífera. Na opinião dos analistas, este facto dá às acções um ângulo especulativo, que não está reflectido no seu preço.

“O actual preço da Galp não incorpora um prémio” que reflicta o ângulo especulativo em torno do controlo da empresa deverá dar aos títulos. Sendo assim, os investidores podem ganhar exposição a esse ângulo especulativo, gratuitamente, ao mesmo tempo que entram numa empresa com “sólidos fundamentais e potencial de subida provindo Brasil”, diz o documento.

As acções da petrolífera portuguesa sobem 1,34% para 12,72 euros



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