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Possível reforço da Sonangol na Galp tem um impacto "neutral a negativo"

Um eventual reforço do poder de decisão no conselho de administração da Galp poderá ter um impacto "neutral a negativo" para a empresa, pois poderá penalizar a negociação com a empresa italiana ENI, referem os analistas do BPI, no seu Iberian Daily de hoj

Patrícia Abreu pabreu@negocios.pt 22 de Abril de 2008 às 12:03

Um eventual reforço do poder de decisão no conselho de administração da Galp poderá ter um impacto "neutral a negativo" para a empresa, pois poderá penalizar a negociação com a empresa italiana ENI, referem os analistas do BPI, no seu Iberian Daily de hoje.

De acordo com notícias avançadas recentemente, a Sonangol estará interessada em reforçar a sua posição na petrolífera nacional, de modo a tornar-se o segundo maior membro da administração da companhia. Actualmente, o presidente-executivo da empresa angolana, Manuel Vicente ocupa um lugar não executivo no quadro de administração.

Apesar de admitirem que a participação da Sonangol no capital da Galp representa "uma oportunidade em termos de acesso à exploração e produção em Angola", os analistas do BPI referem que "um aumento do poder de decisão da companhia controlada pelo estado angolano pode ter um impacto nos interesses da Galp noutras actividades, como a refinação e marketing, onde a Galp está prestes a terminar a aquisição das estações de serviço da ENI em Portugal e Espanha".

A posição da Sonangol na Galp é controlada através da Amorim Energia, na qual detém 45% do capital. A ENI e a Amorim Energia controlam cada uma 33% da petrolífera portuguesa.

O BPI tem um preço-alvo de 17,05 euros para as acções da Galp, com uma recomendação de "manter".

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